A quem interessa o desarmamento civil?

Outubro 10, 2005 at 2:13 am 64 comentários

O eleitor brasileiro será questionado por meio de referendo se “o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil”. Para votar com consciência, é importante que o eleitor reflita sobre os interesses que estão por trás do desarmamento. Como meus leitores são muito heterogêneos e não quero desapontar nenhum deles, relacionei abaixo minhas sugestões de votos para o referendo de acordo com os interesses de 4 grupos possíveis de (e)leitores.

O primeiro e mais visível interesse que está em jogo neste referendo é o da indústria armamentista. É claro que não se cogita aqui de interesses “menores” na lógica capitalista de mercado como segurança pública, paz social, integridade física ou outras abstrações do gênero. Tudo que interessa a uma empresa de sucesso é o lucro. As guerras, a criminalização das drogas e a violência urbana movimentam a economia e geram empregos. O que são algumas mortes, pelo bem do Brasil?

Conclusão 1: O desarmamento não interessa à indústria armamentista que terá prejuízos econômicos com a nova lei. Recomenda-se, pois, aos empresários do setor votarem “NÃO” no referendo e investirem dinheiro em campanhas publicitárias contra o desarmamento civil, bem como plantarem matérias pagas em jornais e revistas de grande circulação no Brasil.

Se o principal interessado no referendo é quem fabrica e vende armas, é natural concluir que o segundo maior interessado é quem as compra. No Brasil, costuma-se distinguir estes consumidores em dois grandes grupos: os “cidadãos-de-bem” e os “marginais”. A diferença fundamental entre eles é que os “marginais” compram armas na clandestinidade para praticarem crimes e os “cidadãos-de-bem” as compram com registro para deles se defenderem.

O “cidadão-de-bem” é, por definição, “do bem”, o que, em uma sociedade de classe, objetivamente quer dizer que ele é rico. Sendo rico, tem reputação ilibada e pode arcar com as taxas de registro para a aquisição legal de uma arma. Sendo “do bem” não usa sua arma para matar, mas para se defender. Divide-se em vários subgrupos:

1) “cidadão-de-bem-que-perdeu-a-cabeça-após-uma-discussão”: é um espécime comum nas grandes metrópoles. Usa sua arma adquirida legalmente tão-somente para a sua defesa pessoal, exceto quando se envolve em discussões acaloradas, como por exemplo, brigas de trânsito. Não pratica homicídios, mas vive momentos infelizes que terminam em fatalidade. Tudo seria diferente se não mantivesse um revólver municiado no porta-luvas de seu veículo para se defender de “marginais”.

2) “cidadão-de-bem-que-perdeu-a-cabeça-após-descobrir-que- a-mulher-o-estava-traindo”: é outro espécime que adquire armas tão-somente para a defesa de sua vida e de sua família. Normalmente é bastante dócil, mas pode se tornar agressivo quando descobre que sua esposa está tendo um caso com o Ricardão. Ainda que porventura mate sua mulher, seus filhos e em seguida se suicide é apenas um “homem-honrado-que-perdeu-a-cabeça-em-um-momento-difícil”. Não fosse a arma de fogo talvez tivesse somente espancado a mulher ou, no máximo tentado matá-la com uma faca. Como tem bom coração, se visse o sangue de sua amada escorrendo em suas mãos, certamente se arrependeria e a levaria ao hospital mais próximo a tempo de evitar o desfecho fatal.

3)”cidadão-de-bem-que-defende-a-sua-propriedade-de-sem-terras”: é um espécime de “cidadão-de-bem” que habita áreas rurais. Não é propriamente pacífico, mas só age quando injustamente provocado e nunca mata outros “cidadãos-de-bem”, mas apenas “marginais-comunistas-do-MST” que tentam injustamente invadir suas terras.

4)”cidadão-de-bem-descuidado”: é um espécime tão pacífico que comprou sua arma para se defender, mas até esqueceu que ela existia. Foi encontrada casualmente por seu filho de 7 anos que a disparou por brincadeira contra o coleguinha que fora passar a tarde em sua casa. Estavam brincando de mocinho e bandido. A criança que disparou interpretava o mocinho, ou seja, um “cidadão-de-bem”.

5)”cidadão-de-bem-que-quase-conseguiu-evitar-um-crime”: espécime em extinção que vem sendo cruelmente dizimada por seu principal predador: o “marginal-que-só-queria-roubar-mas-a-vítima-reagiu -e-lhe-obrigou-a-matá-la”. Os filhotes aprendem desde a infância a não acreditarem na polícia, através de desenhos animados nos quais são sempre os super-heróis que capturam os bandidos. Na idade adulta, procuram se armar e aguardar o dia em que poderão surpreender seus agressores e exercerem seu direito à legítima defesa. Infelizmente seus predadores têm hábitos noturnos, agem geralmente em duplas ou em bandos e atacam sorrateiramente nossos candidatos a heróis, que raramente podem esboçar qualquer defesa. Muita vez são mortos com suas próprias armas legalmente adquiridas e que no dia seguinte abastecerão o mercado paralelo dos “marginais”.

O desarmamento interessa ao “cidadão-de-bem”. Não àqueles com suficiente controle emocional para não atirar durante brigas de trânsito, traições conjugais e invasões de terra. Não àqueles responsáveis e cautelosos que guardam suas armas desmuniciadas e em locais de difícil acesso, longe do alcance das crianças, mesmo que para isso percam preciosos minutos para alcançá-las em situações de emergência, quando sua residência estiver sendo invadida por um, dois ou um bando de “marginais”. O desarmamento só interessa ao “cidadão-de-bem” que se reconhece como ser-humano sujeito a falhas e incapaz de superar o elemento surpresa, principalmente quando explorado por mais de um “marginal”.

Conclusão 2: Se você é “cidadão-de-bem”, mas também é humano e, portanto, sujeito a falhas, recomenda-se votar “SIM” ao desarmamento civil.

O segundo grupo de consumidores de armas cujo interesse no referendo é evidente é o dos “marginais”. Ao contrário dos “cidadãos-de-bem”, os marginais não são classificados em grupos. São todos iguais. Pobres, pretos e putos. Não temem as armas da polícia, não temem as armas dos traficantes rivais, não temem as armas dos grupos de extermínio. Só temem as armas dos “cidadãos-de-bem”.

Resistem a tiros às prisões, trocam tiros com outros traficantes na defesa de seus pontos, chegam a matar policiais para roubar-lhes seus fuzis, mas temem as armas dos “cidadãos-de-bem”. Afinal, o bem sempre vence o mal.

Infelizmente os marginais descobriram que a maioria dos “cidadãos-de-bem” são também seres humanos sujeitos a falhas e não possuem superpoderes. Assim, perceberam que, valendo-se do elemento surpresa e atacando em dupla ou em bandos, mesmo os “cidadãos-de-bem” poderiam ser mortos, muita vez com suas próprias armas. Aliás, nada melhor que roubar uma arma de um “cidadão-de-bem”. É por isso que “marginais” não compram armas em loja; eles as roubam de “cidadãos-de-bem”.

Com o desarmamento qualquer revolverzinho 0.38 terá que ser importado ilegalmente, o que pode gerar escassez do produto mesmo no mercado paralelo. Junto com a escassez, certamente haverá aumento de preços. É possível, pois, que haja uma “involução” no espécime dos “marginais” e muitos deles voltem a atacar com facas e outros instrumentos primitivos, tornando-se presas fáceis até mesmo de simples lutadores de jiu-jítsu.

Conclusão 3: Com o desarmamento dos “cidadãos-de-bem” haverá escassez de armas no mercado paralelo, antes parcialmente abastecido por armas roubadas de “cidadãos-de-bem”. Com a diminuição da oferta, o preço das armas tende a aumentar. Se você é marginal, recomenda-se, pois, votar “NÃO” ao desarmamento civil.

Por fim, mas não menos importante, o desarmamento interessa a quem não é fabricante ou comerciante de armas e não deseja adquirir ou portar uma arma, seja legalmente ou ilegalmente. Em suma: à maior parte da população; às vítimas não só dos marginais, mas também dos “cidadãos-de-bem” em momentos infelizes; àqueles que se sentem mal somente com a proximidade de uma arma de fogo, seja na mão de marginais, “cidadãos-de-bem” ou mesmo da polícia.

Conclusão 4: Não há qualquer diferença entre ser morto por um tiro de um “cidadão-de-bem” ou de um marginal. Para a maioria da população brasileira o desarmamento civil representa maior segurança pelo simples fato de menos pessoas portarem armas. Se você nunca se interessou em adquirir uma arma de fogo, recomenda-se, pois, votar “SIM” ao desarmamento civil.


Este texto é parte integrante do projeto de publicações coletivas Nós na Rede, originário da lista de discussões BlogLeft.
Leia também os outros textos sobre a Proibição do comércio de armas e munição no Brasil publicados hoje nos blogs da rede.

Nós na rede


Também publicado no Correio Caros Amigos – 224ª edição (18 de outubro de 2005), na ADITAL e no Jus Navigandi.

Leia também: Quem precisa de armas?, publicado aqui em 18/10/2005.

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Prêmio “Iuris Tontum” IV Fórum Social Mineiro

64 comentários Add your own

  • 1. Joana  |  Outubro 10, 2005 às 12:50 pm

    vOU MANDÁ-LO A TODOS OS MEUS AMIGOS!
    MINHA OPINIÃO J´´A ESTAVA FORMADA, MAS SE NÃO ESTIVESSE, CERTAMENTE VOTARIA SIM!
    OBRIGADA TÚLIO, POIS MAIS UMA VEZ MOSTROU-SE SOLIDÁRIO COM OS PROBLEMOAS SOCIAIS.
    Joana

    Responder
  • 2. Milton S. Vasconcellos  |  Outubro 10, 2005 às 2:06 pm

    Onde está a imparcialidade deste texto? Se chamar os que defendem o “não” de “marginais”é ser imparcial eu prefiro muitas vezes a intolerância! “Se você é marginal, recomenda-se, pois, votar “NÃO” ao desarmamento civil” – valha-me Deus professor!
    Enquanto professor de Direito, acho deplorável seu texto. Sempre leio seus artigos neste site, mas acho que desta vez você errou feio. Não trata-se da sua posição (da qual não concordo) e sim o tratamento no mínimo desrespeitoso com que aborda as pessoas que pensam diferente de você e você ainda tem a cara de pau de falar no primeiro parágrado: “Como meus leitores são muito heterogêneos e não quero desapontar nenhum deles…”
    Tenho certeza que, para os que concordam com você não houve nenhum desapontamento. Mas aos que pensam diferente, você foi foi desrespeitoso Sr. Professor, pois assim como eu, milhares de outros brasileiros não podem ser chamados de “marginais” só por pensar diferente do senhor.
    EU VOTO NÃO!

    Responder
  • 3. Tulio Vianna  |  Outubro 10, 2005 às 2:22 pm

    Caro Milton,

    O que faz você pensar que eu deseje escrever um texo imparcial? Você já ouviu falar em uma figura de linguagem chamada ironia? Talvez você não tenha percebido, mas quando afirmei que analisaria a questão em relação aos interesses dos 4 grupos de (e)leitores eu estava sendo IRÔNICO.

    Da próxima vez que for comentar um texto, não culpe o seu autor por suas deficiências de interpretação. Em momento algum eu afirmei que todos que votarem NÃO são marginais. Apenas recomendei ironicamente a todos os marginais a votarem NÃO. Se as frases anteriores têm o mesmo significado para vc, fica difícil debater…

    Responder
  • 4. James Bond  |  Outubro 10, 2005 às 3:16 pm

    Eis que mais uma alimária fora esculachada peremptoriamente pelo autor do texto.
    A questão ” sub examine” de tanto discutida e, não raro, através de argumentos falaciosos, diria eu, já enfadou meu cérebro. Não gosto de armas e o conceito de ” cidadão de bem” além de inexato, impreciso…é eivado de uma carga muito subjetiva e discriminante. Se vc vota NÃO…. eu lhe desafio a comprar uma arma após o referndo…o argumento de que não terei uma arma quando o bandido me assaltar e nem o meu vizinho não pode proceder~, a não ser que cada um que profere tal falácia venha a comprar o quanto antes sua arma..e então desfilar por ai… com a pseudogarantia de segurança social.
    Talvez o debate não esteja sendo aduzido de forma apropriada; talvez muitos queiram o desarmamento com fins eleitoreiros…todavia..como proferiu Nietzsche certa vez: ” o melhor jeito de derrubar uma idéia é apoiá-la pelas razões erradas” .
    Não nos deixemos levar por argumentações intolerantes …O Brasil não é a Alemanha de Hitler!

    Abraços….

    Responder
  • 5. Ramiro Matos  |  Outubro 10, 2005 às 4:06 pm

    Muito bom o texto. Eu concordo em número gênero e grau. Muito bem escrito e o toque de ironia (eu entendi bem) torna a leitura ainda mais esclarecedora e o texto inteligente. Eu irei votar SIM ao desarmamento e levarei o texto para a minha faculdade e se possível pregarei na parede! Eu penso da mesma forma e sempre acreditei que infinitamente serão os benefícios se comparados aos prejuísos se ocorrer fim do comércio de armas e munição. Só pessoas alienada completamente votarão não atépor que, existe um ESTATUDO DO DESERMAMENTO que regula o porte de armas de profissionais de risco o que já derruba inúmeros argumentos contra o desarmamento. Ora, imaginar que por estar armado você espanta bandido ( como se o bandido soubesse disso) e como seu você fosse trocar tiros com o bandido é coisa pra gente que assiste muito filme policial e se acha imortal, só pode ser. Imaginar que a rama trás mais proteção do que perigo, só em situações extremas (isso sim é uma excessão) como um caseiro de uma fazenda no quinto dos infernos, um policial aposentado, advogado criminalista, etc e olhe lá que reagir a tentaitvas de asassinatos é quase impossível. Normalmente, dois motoqueiros no transito, quando menos se espera, param do lado do carro do indivíduo e mandam uma rajada de balas, como se a vítima tivesse tempo de reagir. É estaparfúdio imaginar que reagir a assaltos, tentativas de homissídio seja algo real que salve a vida de um sujeito na situação. Tem que se entender que se contata um pistoleiro por R$100.00 no Brasil equando querem matar matam mesmo, ou nba hora, no meio do trânsito o sujeito vai dar uma de MATRIX e parar o tempo ou quem sabe segurar as balas com as mãos ou SE TIVER UMA ARMA dizer ” pera ai, deixa eu pegar meu revolver”. O se tem que fazer é exatamente deficultar o comércio de armas pois elas certamente diminuiram já que, a sua permanência de nada adianta na imensa maioria das vezes.

    Responder
  • 6. Vanessa  |  Outubro 10, 2005 às 4:30 pm

    A sensacao que tive ao ler o seu texto foi que voce passou para a palavra escrita o que o Jorge Furtado fez em “Ilha das Flores”: a mesma ironia, as mesmas idas e vindas, o mesmo silogismo inquestionável. Muito bom! Como disse a Joana, se eu já nao estivesse a favor do SIM, ficaria agora.
    Abracos,
    Vanessa

    Responder
  • 7. Reinaldo Ferreira  |  Outubro 10, 2005 às 4:44 pm

    Caro Tulio

    Parabéns pelo seu texto, por sua comunidade no Orkut e por todo o seu comportamento no ensino jurídico.

    Eu estou fazendo um esforço filosófico muito grande, e com certa tolerância, para tentar encontrar algum argumento válido. E não encontro.

    E fico decepcionado com a quantidade de operadores do Direito que defendem essa auto-tutela em querer resolver situações de perigo como se agentes do FBI fossem (dos seriados de Hollywood).

    Mas continue na sua missão. A ciência jurídica há de vencer a ignorância, mesmo em nosso meio. Afinal, os verdadeiros juristas jamais deixarão de colocar como bens jurídicos supremos, nesta questão, a incolumidade pública e a saúde pública.

    Responder
  • 8. Reinaldo Ferreira  |  Outubro 10, 2005 às 4:48 pm

    Em tempo: o meu esforço é para entender os argumentos do voto NÃO. Seu texto é totalmente claro. Eu que não fui.

    Voto SIM. Voto 2 e confirmo!

    Responder
  • 9. Luma  |  Outubro 10, 2005 às 5:51 pm

    Esse “Sim” irá fazer milagres!

    Responder
  • 10. Dani  |  Outubro 10, 2005 às 6:18 pm

    Parabéns pelo texto, Túlio. Muito bem escrito e coerente, principalmente quando você fala dos “cidadãos-de-bem”. Não entendo como as pessoas podem querer “brincar de polícia” e justificam seu voto no não dizendo que essa lei não vai desarmar os bandidos. Se diminuirem os casos de suicídio, crimes passionais e outros tipos de “acidentes”, eu já estou muito satisfeita.

    Responder
  • 11. Leila  |  Outubro 10, 2005 às 6:27 pm

    Túlio, ficou muito bem feito o seu post, com esses exemplos cotidianos para mostrar que o Não é mais vantagem para os criminosos e para o mercado paralelo.

    Abração,

    Responder
  • 12. Thiago  |  Outubro 10, 2005 às 6:57 pm

    Túlio

    Seu post, apesar de bom (e, para os desprovidos de detector de ironia, bem explicado lá em cima), continua batendo nos argumentos fracos do SIM. (adivinha no que eu vou votar…)

    Sim, o NAO ajuda a indústria de armas: da Rússia, dos EUA, de Israel… Bandido Brasileiro não usa armas Brasileiras, nem as que vendem em loja. E os grandes clientes dos fabricantes de armas brasileiros são a polícia / exército e clientes externos (exportação)

    Além do mais, o que hoje não pode ser um bom negócio (tráfico de armas leves) pode se tornar excelente!

    Eu vejo essa proibição com os mesmo ares da criminalização das drogas (e nessa, tenho bastante certeza da sua resposta 😉 )

    Responder
  • 13. BethS  |  Outubro 10, 2005 às 6:59 pm

    Você é meu advogado preferido!
    Sempre me dá o lado juridico da questão, me municia de dados aos quais não tenho acesso…
    Parabéns e muito grata!

    Responder
  • 14. Tulio Vianna  |  Outubro 10, 2005 às 7:08 pm

    Thiago,

    De onde vc tirou que bandido brasileiro não usa armas brasileiras? Meus 4 anos de prática forense em processos criminais me levam à conclusão rigorosamente contrária à sua. O Taurus 0.38 é o campeão absoluto dos exames de eficiência em armas de fogo. Não é qualquer traficantezinho que tem AR-15, não! Proporcionalmente, há infinitamente menos fuzis e pistolas do que revólveres circulando no mercado paralelo.

    Responder
  • 15. Thiago  |  Outubro 10, 2005 às 7:11 pm

    Aliás, mudo meu voto!
    Depois de observar a página do Nós na Rede, acho que todo mundo deveria votar NULO.

    Mas todo mundo mesmo! Porque a única pergunta honesta que o governo poderia fazer seria:

    “Você quer pizza de calabresa ou de mussarela?”

    Responder
  • 16. Thiago  |  Outubro 10, 2005 às 7:14 pm

    Túlio

    “O Taurus 0.38 é o campeão absoluto dos exames de eficiência em armas de fogo.”

    Muito interessante esse dado (embora você pudesse explicar melhor o que seria “exames de eficiência”

    ” Proporcionalmente, há infinitamente menos fuzis e pistolas do que revólveres, circulando no mercado paralelo.”

    Sim, sim (e a princípio, ainda bem!)

    Só quero dizer que o tráfico tende a aumentar com a proibição.

    Outro dado interessante seria saber qual o percentual de armas brasileiras que “dão a volta” (BR -> PY -> BR)

    Responder
  • 17. Tulio Vianna  |  Outubro 10, 2005 às 7:26 pm

    Thiago (vc foi meu aluno?),

    Nos processos criminais que tratam de crimes nos quais houve uso de arma de fogo, há um exame pericial denominado “exame de eficiência da arma”, no qual os peritos realizam testes para verificarem se a arma estava em perfeitas condições e era capaz de realizar disparos. Neste laudo vem sempre os dados da arma e, como lhe disse, a maioria delas é um Taurus .38.

    O tráfico de armas leves só vai aumentar se os até então “cidadãos-de-bem” resolverem comprar armas ilegalmente. O “marginal” sempre obteve armamento ilegalmente, seja roubando as armas registradas dos “cidadãos-de-bem” ou simplesmente comprando no mercado paralelo.

    Responder
  • 18. Juliano  |  Outubro 10, 2005 às 7:35 pm

    Túlio, parabéns pelo texto ironicamente inteligente (e, por essa razão, requer o mesmo atributo do leitor para ser inteligível).

    ‘Cidadão de Bem’ é realmente um conceito muito discutível. Entendo que qualquer um que use uma arma é um bandido em potencial, visto que a qualquer momento poderá usá-la – indiscriminadamente.

    Abraços.

    Responder
  • 19. anchieta mendes  |  Outubro 10, 2005 às 7:44 pm

    Meus patríciios – 74 anos de vida e de esperança – Lidei com a lei, com a Justiça, com a pena, com a desgraça deste país. Desarmar? certo. Não se deve permitir que alguém use uma arma sem estar preparado. N ão se deve permitir que o cidadão, facilmente, compre uma arma e a ponha co cós da calça. Mas não poder ter uma arma em casa, no reduto do seu maior bem espiritual? De lembrar que a família, como instituição social começou quando o homem, armado de tacape, se colocou à porta da sua caverna para defender a mulher e os fihos.Deveria se assim, hoje. O homem pode e deve defender o seu lar. Voto NÃO – ANCHIETA

    Responder
  • 20. Tulio Vianna  |  Outubro 10, 2005 às 8:02 pm

    Anchieta,

    Eu concordaria com vc se efetivamente a posse da arma em casa respresentasse uma defesa viável ao criminoso, mas a prática tem demonstrado que o “cidadão-de-bem” não é tão rápido no gatilho quanto o “marginal” e, com isso, muitos roubos acabam se tornando latrocínios.

    Responder
  • 21. João Paulo  |  Outubro 11, 2005 às 4:09 am

    O Texto é muito fraco, está mais para crônicas de novela de que alguma coisa relacionada com a realidade, acredito que a opção do sim se concentra mais em estórias que no esclarecimento. Primeiro, a pessoa que possui uma arma legal não pode ameaçar ninguém no trânsito pq não possui porte e nem reagir a um roubo ou assalto que não seja em sua residência, segundo, crianças deve se ter sempre um cuidado especial não só com armas de fogo se vc tiver uma, mas com produtos de limpeza, remédios, produtos químicos, panelas quentes, buracos de tomadas, queda de alturas, atropelamentos na rua, etc… Terceiro a violência e mortes não são consequências de armas de fogo, os motivos são outros e vários em que na falta de uma arma de fogo mata-se até de pancadas. Quarto, o comércio legal atual é muito pouco significativo para causar o estrago alardeado pelos partidários do voto sim, ia faltar arma legal para tanto bandido.

    Responder
  • 22. Tulio Vianna  |  Outubro 11, 2005 às 7:53 am

    João Paulo,

    Pelo visto os textos “fortes” são apenas os que defendem a sua opinião, não é mesmo? Só eles são cientificamente embasados…

    1º) O fato de o “cidadão-de-bem” não ter o porte, na prática, nem sempre é obstáculo para ele portar a arma. Mas OK, vamos fingir que ele vai obedecer rigorosamente à lei e mantê-la guardada em sua casa;

    2º) Se a arma vai ficar tão bem guardada a ponto de nenhuma criança ter acesso, como é que o “cidadão-de-bem” em uma situação de emergência vai conseguir alcançá-la, mirar no “marginal” (e a esta altura, desviar dos tiros) e alvejá-lo??? Alguém me explica esta supervelocidade do “cidadão-de-bem”…

    3º) Esta conversa de quem quer matar, mata até com pancadas é a mais falaciosa do mundo! Um tiro é um ato impessoal que se resume a pressionar um gatilho. É fácil demais matar a tiro. Para matar alguém a pancadas ou a facadas, não basta vontade é necessário convicção e força, pois em regra um golpe não é suficiente para matar e a vítima vai sempre esboçar alguma reação;

    4º) Se o comércio é tão pouco significativo assim, porque a indústria armamentista está fazendo este lobby todo? Vai querer me convencer que é por idealismo?

    Responder
  • 23. Leandro  |  Outubro 11, 2005 às 9:47 am

    E aí Túlio,
    Gostei do texto.
    Descreveu a “a coisa” de forma simples e objetiva. Dessa maneira, nossos amigos de reflexão curta e/ou limitada (ou positiva) poderão facilmente compreender as vantagens e desvantagens da proibição do comércio de armas e munição.
    Mandei aqui pra lista do CETEC e já convenci 1 sujeito com seu texto! Aliás… o sujeito SE convenceu se baseando nos seus argumentos.
    Você demorou demais pra postar esse texto… Quase dia 23 já!
    Vamos panfletar na rua? Vamos xerocar e distribuir nas faculdades antes do dia 23?
    Um abraço

    Responder
  • 24. Ricardo  |  Outubro 11, 2005 às 6:28 pm

    Túlio,

    parabéns! Estava mesmo sentido falta da sua opinião sobre esse assunto.

    Responder
  • 25. Alberto Malta  |  Outubro 11, 2005 às 8:39 pm

    Grande Túlio,
    Primeiramente gostaria de agradecer por me esclarecer uma dúvida, é que eu não sabia se alguém realmente acreditava no bem que desarmamento faria a sociedade! Fiquei impressionado como vc acredita, e escreveu um belo texto, até copiei pra grardar em meus arquivos!
    Interessante seu raciocínio e vai custar as vidas de muitos cidadãos. Não vai resolver problema algum e mesmo que a utopia fosse real e que todas aquelas malditas armas que impulsionam projetis, acionadas por gases da combustão fossem tomadas pelo governo, os carros, tacapes, garrafas de vidro, elementos cotundo perfurantes, pontes (onde os caras se jogam), gasolina, e todas as outras coisas que matam, continuariam a existir. Cara, e o pior, talvez eu não seja tão inteligente, mas se eles não vão desarmar os integrantes do governo e suas forças militares, guarda-costas, etc, ainda vai sobrar muita arma pro ladrão roubar. Tem que proibir as armas das forças armadas e dos guarda-costas do Lulinha tb, assim acaba a arma e o ladrão não tem de onde roubar.
    Legal, mas ainda estou na dúvida, hoje temos um limite de armas e as armas que podemos comprar são de calibre anêmico, se eu votar sim, os traficantes serão os vendedores de armas e eles tem umas armas de qualidade, não existirá restrição ou controle, ninguém vai saber quantas armas eu tenho e nem quais são.
    Só fico meio assim de votar no sim, pq tem muita gente inocente que pode sair ferido e isso é exatamente o que eu não quero. Acho que vou fazer um grande esforço e votar no não.
    Desculpe Tulio.

    Responder
  • 26. Tulio Vianna  |  Outubro 11, 2005 às 10:06 pm

    Alberto escreveu:

    “eu não sabia se alguém realmente acreditava no bem que desarmamento faria a sociedade!”

    Não, Alberto, ninguém acredita nisso não! Os defensores do “sim” vão votar em algo que não acreditam só para pirraçar a turma do “não”!

    Responder
  • 27. João Paulo  |  Outubro 12, 2005 às 12:16 am

    -Réplica-

    Caro Túlio
    Quando falo em texto fraco me refiro aos argumentos batidos e sem comprovação o que muitas vezes ocorre também na campanha do não, como vc se referiu ao cidadão “de bem”. Um dos fatos indubitráveis que me fazem inclinar pelo não é que “armas existem” cabe ao ser humano saber lhe dar com elas, quem não quer ter já as entregou ao governo. O raciocínio do sim é “armas dominam os homens” o do não é “os homens dominam as armas”. Eu acredito na 2ª opção.

    1 – O fato do cidadão portar uma arma fora da situação especificada na lei leva ele a correr o risco de ser preso em flagrante e autuado sem direito a fiança.
    2 – Lógico que em uma casa existem lugares em que o acesso é dificultado para uma criança, sem o ser para o dono da arma, é uma questão de criatividade e impor limites as crianças. Será que todos deixam seus filhos andar em todos os cômodos da casa subindo em todos os lugares. Além de que ninguém me explica essa enorme incidência do superbandido, que atravessa grades, portas, paredes e consegue se materializar dentro da sua casa sem que você consiga pegar sua arma antes.
    3 – Não tenho dúvidas que a arma pode ser eficiente como instrumento de agressão e morte, mas existem outros igualmente eficientes, e que também impossibilitem a defesa, o que você acha de uma bomba, ou um golpe de luta executado em um momento de distração, ou um veículo usado como arma. Engraçado que a arma de fogo é eficiente para matar, mas não o é para reagir a uma ação delituosa, como se explica uma incoerência dessas. Ai me vêm com uma estatística ridícula que se reagir aumenta não sei quantas vezes a chance de morrer, quem mediu isso, como é possível se chegar com confiança a uma estatística dessas?
    4 – Sabe-se que o grosso das armas produzidas no país são exportadas, as vendas internas representam uma quantia mínima no faturamento dessas empresas. Sinceramente não vejo esse tal loby tão grande, daqui apouco você vai dizer que eu estou recebendo dinheiro da campanha do não. Dizem que o sim também é apoiado pelas empresas de segurança particular, mas eu não vou acreditar numa coisa dessas.

    Um abraço!

    Responder
  • 28. Wilma Carlos dos Santos  |  Outubro 12, 2005 às 9:31 am

    Adorei sua matéria. Enquanto “cidadão-de-bem” penso que se o governo conseguisse desarmar os bandidos em primeiro lugar, poderia pedir-nos que nos desarmássemos. Apesar de todos os seus argumentos, ainda assim votarei não.

    Responder
  • 29. elias jose  |  Outubro 12, 2005 às 10:21 am

    desejo saber se a fabricação de armas de fogo continuará na Brasil, mesmo que seja para exportar

    responda-me urgente

    Responder
  • 30. Alberto Malta  |  Outubro 12, 2005 às 4:18 pm

    O Tulio é pirracento 🙂
    Votar pra fazer pirraça é uma coisa muito feita!!!! Deus castiga.
    Grande Tulio, que pena que é essa sua real intenção, achei que era uma pessoa inteligente, mas estou revendo meus conceitos.
    Pensei até em nos conhecermos um dia e conversarmos sobre outros assuntos é claro, visto que este discordamos, mas agora eu não quero mais.
    Novamente peço desculpas se fui cotundente sem querer, procurei ser o mais educado possível, mas votar por pirraça é coisa de criança. Francamente! E pensar que estamos decidindo algo que teve seu inicio a 8 anos aqui no Brasil. E as pessoas vão tomar como base a pirraça! Hahaha!
    Não queria te incomodar sabia Tulio. E quanto a camuflagem de opinião, eu tb estudei a técnica. Funciona mesmo! (Sabe do que estou falando né?)

    Responder
  • 31. Ricardo Moura  |  Outubro 12, 2005 às 7:56 pm

    Parabêns Professor Túlio Vianna!
    Parabêns…

    Responder
  • 32. Geraldo  |  Outubro 12, 2005 às 8:22 pm

    Sei nao malandro.
    Teu texto é cheio de idaias atravessadas e coisas pra confundi a cuca mais eu gostei. Como naão tenho arma em em casa se votar sim nada vai mudar pra mim, vai fede pro babaca do cara da rua Menchester, ele tem uma arma e ja me botou cara que entrou lá na casa pra correr a tiros e na o tinha nada ver. Quero ver ele faze isso denovo quando proibir. Ai nos vamos volta la e vai Isso mesmo, seis que tão lendo votam tudo no sim, que nois que não tem arma em casa não vai mudar nada. Vai acabarr com o crime do pais e das escola tambem. Afinal os mano que corre trabalhando fica arriscado com os troxa igual o da Manchester.
    Vamo vbira o jogo e logo mais nem a policia presisa sairr armado que mao precisa vai ter maus o que faze na rua sem arma. E tem quye proibir arqueles troxa que que pena de morte tambem, ja chega os que morre na rua fazendo correria.
    Tem que faze r denovo a campanha sou dapaz que mostra a mulher que perdeu fillho e marido morto com arma de fogo.
    Aquele abracço do amigo Geraldo.
    e entra no saite do sou da pais que tamgbem ta bao.

    Responder
  • 33. João  |  Outubro 13, 2005 às 9:49 am

    Então quer dizer que algumas pessoas vão ter o direito de continuar com sua arma de fogo, quem já tem o porto legal, porém não vão poder comprar munição, certo?! O reverendo diz: arma de fogo e MUNIÇÃO. E essa pessoa que tem a arma vai fazer o que se não pode comprar munição?! A policia vai chegar em 5 ou 10 minutos quando for solicitada?! Essa culpa não é do cidadão de bem e sim do governo, o governo está querendo passar a culpa para nós enquanto ele não faz ABSOLUTAMENTE NADA para proteger o (cidadão de bem). Esse problema está completamente enraizado no governo que não investe na segurança pública e não em seu estágio final de desenvolvimento, ou seja, as armas nas mãos de bandidos. Então tem que reformular a nossa constituição, porque lá está escrito: TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI. Se as pessoas que já tem o porte de arma vão continuar com suas armas e outras pessoas não vão poder comprar, isso que dizer que não Existem NINGUÉM igual perante a lei. Esses artistas que fazem a propaganda do sim estão completamente cheios de segurnças ARMADOS até os dentes e andam de carros BLINDADOS. Assim, fica muito fácil dizer SIM. Só mais um pergunta: e o cidadão pobre que não tem dinheiro para fazer investimento na segurança de sua familia? Não se esqueçam que Adolf Hitler desarmou toda a população da Alemanha para fazer TUDO aquilo que VOCÊ já conhece. Não se deixe levantar por sentimentalismos artísticos e urbanos. Pense bem, volte conciente.

    Responder
  • 34. Paulo  |  Outubro 13, 2005 às 10:37 am

    Prezado Túlio,

    Ótimo artigo. Gostaria contudo de atentar para o fato de que a maior fabiricante de armas do País, a Taurus, destina a maior parte da sua produção para exportação aos EUA. O lucro é pouco em vendas para civis.

    A CBS, fábrica de munição, tem a maior parte do seu lucro em vendas estatais, polícia e forças armadas, além de vendas de médio porte para segurança patrimonial.

    Desta forma, as fábricas de arma e munição estão “quietas”, esperando o que vai ver. De qualquer sorte, é fácil para elas transferirem as perdas do mercado interno para as exportações. A choradeira da indústria (quase monopolista) no Brasil, portanto, tem pouco sentido.

    Quem sai perdendo são os varejistas. Esses já fecharam as suas lojas ou diversificaram suas atividades desde o início do desarmamento voluntário. As vendas já caíram em mais de 90 por cento. Eu sou a favor de um programa de governo que redirecione esses pequenos e médios vendedores para atividades similares, como armas de caça, equipamento de pesca, esportes etc… Eu acho que se o Estado tirar as armas do comércio, tem o dever de recolocar esses profissionais no mercado. Deveria ter uma linha do BNDES nesse sentido.

    Responder
  • 35. Cesar Augusto  |  Outubro 13, 2005 às 6:24 pm

    Primeiramente, como Delegado de Polícia, gostaria de dizer “maxima venia”, que possuir um Professor como o Senhor é um assunto um tanto delicado. Em uma penada, nivelou todos os cidadãos equirando-os a marginais. Meu pai tem 73 (anos) e jamais usou, indevidamente, sua arma de fogo e, da forma que salientou, o cidadão de bem, de uma forma de outra, obrigatoriamente infringiria as hipóteses elencadas. Meu caríssimo professor, nos bancos academicos, meus mestres sempre nos orientavam a analisar as hipóteses e a formarmos nosso “próprio juízo”, que, antes de mais nada não deveria ser preconceituoso ou apaixonado. Mas, lastimo, o sequitarismo demonstrado e gostaria de dizer que como professor, Vossa Senhoria, deveria enaltecer a Cultura e o Esporte e, nesta Categoria se encontram valoras pessoas, que não são criminosos e que também têm interesse em comprar uma arma. Aliás, deixou de citar outras pessoas, outras profissões, como Juízes, Promotores, Policiais e etc.. Noto que a “paúra” referida àqueles que chegam próximo a armas, deve ter sentido em experiência própria e “muitas vezes não passam de de fobias” – as quais, com uma certa terapia, talvez consigamos superar. Acho mesmo importante, a enumeração taxativa, os casos ilustrados, onde segundo o senhor, inexoravelmente ocorrerão crimes. Aliás, acautele-se como os demais súditos, pois, vou lhe contar um fato novo: Os memos crimes podem ser cometidos por pessoas que não possuem arma de fogo, assim como, um descuidado veneno para rato pode dar ensejo a um acidente doméstico. Para isto, dá o Direito a classificação de “culpa em vigilando” – assim como se alguem deixa uma criança cair na piscina. Pois bem, a morte cerca todos os homen

    Responder
  • 36. Cesar Augusto  |  Outubro 13, 2005 às 6:43 pm

    continuando… cerca todos os homens e o infornúnio não é prerrogativa de ninguem, mas, solapar direitos, isto é proprio de regimes autoritários de despotas, daqueles que pretendem colocar grilhões em seu povo. Certamente, caso Vossa Senhoria presenciasse uma mulher sendo atacada por um estuprador, decidiria pela lei do mínimo esforço e seja o que Deus quiser, apertar três teclas de seu celular (190) e sair correndo do local para não ser testemunha. Ví muitos homens, conheci outros tantos que dariam a vida pelo justo, pelo certo, pelo amor ao próximo e eu, estou disposto a arriscar a minha por ti ou a qualquer a de qualquer outro semelhante, em detrimento do ataque ignobel de um imbecil (besta ferra), que pretende lhe expropriar do que é mais caro. A muitos isto não comoveria, mas, só rogaria que imaginassem um filho ou uma filha passando por uma situação destas e gostaria de ouvir da outra parte – orgulhosa – que fez a sua parte – lhe de herois cemitérios estão cheios.
    Pois bem, lembro-me de certa lição de filosofia onde o mestre dizia: “… que para alguns homens mais vale a honra e de nada lhe serve a vida sem ela…”. Muitos homens ainda hoje, lutariam pelo próximo em prejuízo da própria vida. Isto é amor ao extremo. São Anjos que são colocados em nossos caminhos e que nos dão uma nova esperança na humanidade. A indiferença do homem ao sofrimento alheio é tão lastimável quanto posicionamentos hipócritas. Com sinceras desculpas, este é meu ponto de vista.

    Responder
  • 37. Cesar Augusto  |  Outubro 13, 2005 às 6:57 pm

    Minhas sinceras desculpas por eventuais erros de concordância, aduzindo, por adrede, os indesculpáveis erros de digitação…i

    Responder
  • 38. Avelar Livio dos Santos  |  Outubro 13, 2005 às 8:21 pm

    Ja pensou se o desarmamento que levou ao fim a Guerra Fria fosse unilateral, ou seja, apenas a Russia tivesse destruído as suas armas?
    Esta aberração esta acontecendo no Brasil, os puristas acreditam que desarmando os civis, a violência vai diminuir, como se a periculosidade fosse um atributo do gatilho do revolver, e não da cabeça do dono do dedo.

    A próxima besteira, sera um plebiscito para desarmamento das forças armadas do Brasil para evitar que os EUA invadam a Amazônia. Sim, por que com nossos soldados armados o risco de uma guerra e mortes aumenta 30%.

    Eu não uso arma, mas não abro mão do direito de ter uma quando bem entender, porque não confio nesse Estado corrupto, incompetente e relapso, até porque sua ação muito se assemelha a do crime organizado.

    Um Estado que não consegue enfrentar os bandidos nas favelas do Rio não tem moral para pedir que eu abstenha do meu legítimo direito de auto-defesa, contra ele próprio ou contra as vítimas das políticas públicas de exclusão social.

    Avelar Livio dos Santos

    Responder
  • 39. Melina Gonçalves  |  Outubro 13, 2005 às 9:55 pm

    Tulio,
    estou me formando em Direito este ano e a minha sala está realizando um “debate” através de sucessivos e-mails coletados na Internet com argumentos de ambos os lados, e a maioria, como eu, está bem dividida. É claro que muita coisa que chega é besteira, mas dentre esses e-mails um me chamou atenção. O autor analisou a lei e destacou o art. 35:

    “Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6o desta Lei.

    § 1o Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.

    § 2o Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo
    entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal
    Superior Eleitoral. ”

    A partir da proibição do comércio (e não a obrigatoriedade do desarmamento em si), restaria tb proibida a exportação de armas de fogo brasieliras, que, segundo dados do mesmo e-mail, é o destino de 90% das atrmas fabroicadas no Brasil, e que vêm ganhando um significativo espaço no mercado americano. O que o autor sugere é que a campanha contra o “desarmamento” seria fruto do lobby da industria de armas americana.
    Não sei a veracidade desses dados, mas gostaria de saber a sua posição sobre isso, já que achei suas idéias muito bem colocadas. Se vc autorizar, tb gostaria de colocar o seu texto (com os devidos créditos, óbvio) para acalorar a discussão da minha turma.
    Um abraço,
    Melina

    Responder
  • 40. Tulio Vianna  |  Outubro 14, 2005 às 12:05 am

    Melina,

    Fique à vontade para colocar meu texto na lista de emails da sua sala. Peço-lhe tão-somente que coloque um link para este site.

    A proibição limita-se à comercialização de armas no Brasil e nada impedirá as exportações.

    Abraços!

    Responder
  • 41. Tulio Vianna  |  Outubro 14, 2005 às 12:09 am

    A todos que se manifestaram em favor do NÃO devo dizer-lhes que fiquei tão impressionado com seus argumentos que resolvi ler mais sobre o assunto e percebi que há 23 bons motivos para se votar NÃO no referendo.

    Tanto que publiquei um novo post sobre o assunto.

    Responder
  • 42. Anônimo  |  Outubro 14, 2005 às 2:43 pm

    Sr. Tulio,

    Seu texto está de parabéns, ademais vou veicula-lo em minha sala de aula.
    Desculpe, não apresentei-me. Sou professor de direito na USP e atualmente provoquei uma discussão na sala de aula sobre o assunto e acredite, os alunos estão muito bem informados!

    Parabéns Túlio, meus sinceros parabéns!

    Responder
  • 43. Raquel e Edson (Filha e Pai)  |  Outubro 15, 2005 às 12:53 pm

    Minha filha (10 anos) e eu acabamos de ler seu texto para uma discussão que ocorrerá na escola dela.

    Ela disse que, se votasse, votaria nulo, continua em dúvida, mas gostou de seus argumentos.

    Como sou professpr, apesar de ser de outra área, fiquei curioso com a comunidade “odeio corrigir Provas!”.

    Edson

    Parabéns pelo trabalho e continue assim!
    Raquel!!!

    Responder
  • 44. Max  |  Outubro 15, 2005 às 1:12 pm

    Caro Professor,

    Surpreendo-me ver uma pessoa como você dizer em votar sim no referendo, no dia 23!!!
    Realmente acha que com a proibição da comercialização ira diminuir o numero de armas nas ruas???
    Eu não vejo isto acontecer! Vejo as drogas, que é proibida a comercialização e o porte, mas cada vez mais jovens entrando numa verdadeira decadência, e fico abismado, pois, dentro de nossas universidades jovens são aliciados nos estacionamentos, cantinas e festinhas. Acontece também com jovens grávidas, que ao ficarem grávidas, não tem dificuldades de encontrar médicos a realizarem o assassinato do nascituro, sem nenhuma condição higiênica para a cirurgia.
    Percebo o quanto o senhor esta enganado, este referendo vem a privilegiar as industrias norte americana, que estão perdendo espaço dentro do seu próprio pais para as munições brasileiras, que vem a cada dia mais utilizadas por policiais e civis norte americanos.
    È raro ver uma empresa brasileira ganhar espaço dentro dos Estados Unidos, trazendo assim capital do exterior para o nosso país, isso sim é crescimento.
    Fico abismado em ver você, se manifestar como se fosse normal alguém que tira uma vida em uma discussão, como algo normal. Não é não senhor, fui criado em uma casa onde a arma do meu pai sempre esteve a altura das minhas mãos, e nas mãos dos meus irmãos, e isto nunca fez com que eu e meus irmãos brincássemos com esta arma, pois o meu pai sempre deixou claro o que é a morte, e que a arma mata, e ele também nunca a utilizou para extravasar sua ira, nem quando foi roubado por seu irmão, nem quando teve sua fazenda invadida por estranho, que mataram seus animais para se alimentarem.
    Varias coisas matam, o caro, por exemplo, a atriz Cristiane Torloni matou o seu filho atropelado, quando ia tirar o seu veiculo da garagem, e também não é barato ter uma carta de habilitação e comprar o seu automóvel, mas nem por isso devemos proibir a comercialização do automóvel.
    Devemos sim é legalizar tudo que é ilegal e acontece nas nossas caras, ou exigir que o Estado faça o seu dever, que é claro na nossa constituição.
    Eu voto não, e gostaria de lhe ver refletir sobre o seu voto.

    Responder
  • 45. Angela  |  Outubro 15, 2005 às 3:28 pm

    Prof. Tulio

    Voce acha realmente que com o referendo do dia 23 vai diminuir a concentração de armas nas mãos dos marginais?
    Concordo que a arma que tem sido mais apreendida realmente é o Taurus 38, até porque esta é a arma de pequeno porte mais acessível, portanto torna-se mais fácil adquiri-la (no mercado negro).
    Por acaso, voce já tentou comprar uma arma legalmente? Já percebeu a burocracia que é só para adquirir e registrá-la?
    Quando ao “cidadão de bem”, que carrega a arma no porta luva do seu carro para defender-se de um possível assalto (não estou questionando a eficácia desta conduta, pois isso é indiscutível), mas sim o fato de ele trazer uma arma consigo. Acaso ele possui “porte de arma de fogo”? Sim, pois para trazer consigo uma arma, é necessário o porte, o qual não é permitido ao cidadão comum pela lei 10826/03. Se o tal cidadão de bem traz consigo a arma, já esta violando o ordenamento jurídico e cometendo um ilícito (e não vejo a possibilidade do voto “SIM” modificar esta conduta).
    O voto SIM não altera em nada a situação do marginal, que vai continuar
    adquirindo ilegalmente a sua arma.
    A única mudança seria no número de pessoas que teria possibilidade de adquirir uma arma legal, se assim o desejasse.
    É sabido que a nossa polícia é ineficaz no combate à criminalidade, e portanto, qualquer cidadão (mesmo que de bem) pode facilmente adquirir a sua arma no mercado ilegal, sem maiores problemas.
    A proibição do COMÉRCIO LEGAL DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÃO só irá aumentar a insegurança (sobretudo da população do campo) e o tráfico de armas.

    SAUDAÇÕES A TODOS QUE VOTAM NÃO!!!!

    Responder
  • 46. Adami  |  Outubro 16, 2005 às 1:36 am

    Acho que se essa lei entrar em vigor, todos os tipos de crimes irão aumentar, principalmente os assaltos à residências. Um dos motivos que impede a elevação no número desse tipo de crime é o medo dos bandidos, de que possam encontrar alguém armado no local. Se não existir essa dúvida, o assalto será praticamente certo. Podemos nos perguntar “e a polícia?”. Imaginemos a seguinte situação: Vc morando com a sua família, acorda no meio da noite, ouve um barulho, vai ver do que se trata e percebe que estão tentando entrar na sua casa. O que vc faz? Chama a polícia. Depois de 45 minutos, chega a polícia e começa a anotar o ocorrido: Os bandidos entraram na sua casa, te deram uma surra, estupraram a tua mulher, roubaram tudo o que tu tinha e usaram o teu carro para levar as tuas coisas embora. Ainda bem que não te mataram (dessa vez). Se nesse momento, vc tivesse uma arma, a história seria a mesma? Sempre lembrando que ninguém é obrigado a ter uma arma, se vc não quiser ter, não tenha, mas não tire o direito de quem quer ter.
    Sou contra a proibição de que cidadãos de bem possam adquirir armas para defender a si, sua família e seu patrimônio.

    Responder
  • 47. Claudio  |  Outubro 17, 2005 às 1:20 am

    Porque será que todo mundo que vota “não” é tão histérico? Na verdade é uma revolta com o Governo do PT toda essa campanha do Não, podem notar… poucas pessoas estão ligando para a legalização ou não das armas, pois muitas delas não tem dinheiro para ter a tal posse legal da arma (isso se souber atirar né?). Já não existem seguranças particulares em varios condominios e casas? Vocês acreditam que as empresas de segurança irão sumir mesmo? Ah, não, você sai armado na rua para impor respeito, talvez, e se alguem te apontar o dedo ou falar mais alto, BANG!! Cidadão de bem, sei, isso sim é que é Cidadania e busca dos direitos, parabens

    Vamos todos votar no NÃO, e depois aproveitar e votar no PFL, o partido herdeiro do ARENA (chapa única da ditadura militar…)

    Valeu pela coragem Tulio Viana, poucas pessoas públicas se dizem contrárias agora ao NAO, talvez com medo de serem tachados de frouxos, tamanha a ignorância dos patos que caem no Lobby armamentista!!

    Responder
  • 48. Kitagawa  |  Outubro 17, 2005 às 3:10 am

    -Voto NÃO porque se um cara, que esteja de acordo com as severas exigencias em vigor, quiser ter uma arma registrada em seu nome na sua própria casa pra se proteger, nem eu, nem o Estado temos o direito de impedi-lo. Isso é problema dele, ponto. E isso não é um aval pra que ele saia armado na rua e muito menos que ele atire a esmo. E se ele fizer isso saberá que dificilmente sairá impune. Quem é mal intencionado não compra arma registrando nome e endereço na PF.

    -Esse direito, que considero fundamental, poderia, sim, ser violado caso provassem seus benefícios. A mim não provaram nada até agora.

    -Dois dados poderiam me ser fundamentais pra mudar meu voto:

    1-de que as armas registradas em nome de civis (unicamente aqueles que seriam afetados pelo referndo) são a principal fonte do arsenal do crime. Isso já se comprovou ser mentira. Que elas ao menos tenham uma participação significativa nesse arsenal… esperava-se o que? Que toda vez que um bandido roubasse a arma de um cidadão ele a jogasse fora? Se a fonte está disponível, por que não valer-se dela? Mas isso não significa que ela seja uma fonte crucial, existem outras muito boas. Pouca coisa muda nesse sentido.

    2-de que a maioria das mortes com armas de fogo envolvem as armas que serão afetadas pelo referndo. Isso também é mentira. Essa estatísitca se refere a casos solucionados, que é uma fração pequena do total. Uma chacina não entra nessa estatísitca caso não souberam quem foi o autor. E a maioria dessa maioria envolve armas não registradas, armas de policiais, seguranças, mesmo que os autores não sejam bandidos (caso das “brigas de transito”, que aliás, quase nunca ouvi falar ). E, obviamente, esse tipo de ocorrencia é muito mais fácil de ser solucionada.

    -Um dado importante, mas não levantado e pouco discutido: o quanto de mortes, assaltos, estupros, etc, são evitados pelas armas de fogo de posse das potenciais vitimas, não por terem sidos sacadas, mas pela sua simples existencia. Não é porque não houve uma guerra nuclear durante a guerra fria que as bombas foram um equivoco. A simples existencia delas, paradoxalemente, evitou um desastre.

    -Sobre o argumento de que se uma única vida for salva já vale a pena: vamos então proibir o comercio de bebidas alcoolicas. “Mas se eu bebo álcool é problema meu, só meu! É um direito!”. Qualquer estatisticazinha de acidentes de transito provará que isso é uma mentira. “Mas e se beber em casa? Pode?”. Claro que não! Quem me garante que voce não vai sair de casa bebado e atropelar uma criança? Túlio, voce votaria a favor da proibição do comércio de bebidas alcoolicas? De cigarros (já que causa cancer nas pessoas que circundam os fumantes)?

    -Sobre “interesses” da industria X: esse tipo de coisa nem deveria ser discutida, pois os dois lados tem interesses. Que tal as empresas de segurança, que ao lado do Estado, vão ter o monopólio da segurança? Situação engraçada: não poderei ter arma em casa, mas poderei contratar um brucutu armado pra me acompanhar na rua. Ou pra ficar na guarita de meu condominio. Muito “PAZ” isso.

    -Chega, to com sono. PAZ

    Responder
  • 49. Kitagawa  |  Outubro 17, 2005 às 3:14 am

    Só pra acrescentar:
    -Se o filho de um cara bem intencionado sofre um acidente com a arma devidamente regularizada dele, a culpa não é minha, não é do Estado, não é da Lei. É DELE!

    Responder
  • 50. Angela  |  Outubro 17, 2005 às 11:23 am

    Eu só gostaria de saber o porque a midia (mais especificamente a rede Globo) dá tanto apoio ao desarmamento?
    Será que com apoio da mídia tem mesmo tanta gente formadora de opinião que não tem coragem de admitir o seu voto SIM?
    LAVAGEM CEREBRAL!!!!

    Responder
  • 51. Tulio Vianna  |  Outubro 17, 2005 às 2:34 pm

    Para poupar-lhes o trabalho de ficarem tentando me converter aqui nos comentários, publiquei um post com os melhores argumentos para votar NÃO no referendo.
    Lá vcs encontrarão tudo o que disseram aqui em favor do NÃO e muito mais!

    Responder
  • 52. Geraldo  |  Outubro 18, 2005 às 5:45 pm

    Vote NÃO para não ter que montar barricada na porta de sua residência quando a proliferação dos marginais e outros tantos totalitaristas que virão para solapar seus direitos.
    Eu voto NÃO!

    Responder
  • 53. Lúcio Soares  |  Outubro 18, 2005 às 11:10 pm

    Realmente, comprar armas aqui no Brasil é moleza! Aqui no quarteirão onde eu moro existem umas 10 lojas, onde são oferecidos os mais diversos modelos e tamanhos. Hoje mesmo, passei por uma que tinha uma promõção fantástica: “compre uma pistola 7.65 e leve de graça um 38 cano curto – parcele em 12 vezes no cartão, cheque pré-datado ou boleto bancário – para cada R$ 500,00 em compras, bônus de R$ 50,00 para aquisição de munição – na compra de qualquer arma, um mês de prática de tiro ao alvo grátis”.

    Responder
  • 54. Lúcio Soares  |  Outubro 18, 2005 às 11:17 pm

    Eu nunca vi nenhum defensor do NÃO, nem os situados mais à Direita, defendendo que se carregue armas nas ruas ou em portas-luvas de carros. O que está em questão é o DIREITO de CIDADÃOS HONESTOS (e não ricos, como o senhor tenta sofismar) poderem ter armas para sua defesa pessoal, de sua família e de sua propriedade.

    Entretanto, não me surpreende que certa esquerda apóie o SIM: eles são contra a propriedade, fazem restrições à instituição família…

    Responder
  • 55. Claudete  |  Outubro 21, 2005 às 8:43 am

    Eu sou negra, meus irmãos são negros, minha mãe era negra, meu avó é negro e meus descendentes serão. Nenhum dos meus familiares é marginal, e se vierem a ser, não será uma questão étnica.
    Não bastasse o absurdo do acreditar que bandidos são alimentados por armas legais, há não ser que as asFARCs tenham se legalizado ou as lojas brasileiras passaram a comercializar fuzis e afins, tenho que ouvir a etnia determina o caráter? Este cara veio da onde? Da antiga Alemanha? Sim, porquê Hittler acreditava no desarmamento e na purificação da RAÇA SUPERIOR.

    Responder
  • 56. Tulio Vianna  |  Outubro 21, 2005 às 9:37 am

    Claudete,

    Quem é que afirmou aqui que criminalidade é uma questão étnica??? Quem é que afirmou que a etnia determina o caráter??? Vc poderia transcrever a frase de onde vc tirou esta brilhante conclusão???

    Assim não dá! Vamos aprender a ler primeiro antes de comentar!

    Aos demais defensores do NÃO, lembro-lhes que todos os seus argumentos já foram sintetizados no melhor texto escrito até agora defendendo o NÃO.

    Responder
  • 57. antonio minhoto  |  Outubro 23, 2005 às 4:24 pm

    Pois é, mesmo com argumentos tão brilhantes, parece que a canoa do “sim” naufragou neste 23/10. E o pior é que os defensores nem podem confeccionar aquelas teses recorrentes de que “a mídia direitista nos atrapalhou” e outras afirmações correlatas, pelo simples fato de que a mídia em peso, especialmente Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Globo e JB, apoiaram o “sim”. Abertamente.

    Só a Veja apoiou o “não”. E mal. Mais prejudicou que ajudou.

    Olha, essa coisa de desqualificar o pessoal do “não” – algo presente aqui e também na campanha do “sim” – definitivamente não foi uma boa idéia. E fico pensando que havia bons argumentos pelo lado do “sim”, aspectos mais profundos, filosóficos até, como indagarmos que sociedade queremos construir, uma sociedade de paz ? E poderíamos obter isso com armas ? Seria bonito enveredar por aí, penso eu.

    Mas não.

    O “sim” mordeu a isca do “não” e se perdeu na “guerra das estatísticas”, cuja veracidade e confiabilidade é evidentemente mais do que discutível. Já dizia Stanislaw Ponte Preta que estatística é como biquini, mostra tudo menos o fundamental. Números para lá e para cá. Isso não ajudou em nada.

    Outro ponto importante é que o “não” adotou uma linha – e uma só – de argumentação e a seguiu até o fim. O “sim”, contrariamente, até mesmo pelo fato do “não” estar subindo nas pesquisas, partiu para o tudo ou nada. No final, já estava dizendo que “arma é coisa de rico”. Francamente…

    Fica a lição, a meu ver, que a humildade encurta distâncias e torna mais leve a caminhada. Levar os prosélitos do “não” mais a sério, analisar seus argumentos de fato e não tentar desqualificá-los porque “são de direita” ou que “representam o mal”, teria sido algo mais proveitoso. O soi-disant brilhantismo do “sim” teve que ceder lugar ao pragmatismo do “não” e nossa deteriorada realidade social.

    Abraços a todos de um desarmado.

    Antonio Minhoto

    Responder
  • 58. Aniel S. Morais  |  Outubro 24, 2005 às 1:11 pm

    Adorei as observações do Antonio minhoto, este ultimo parágrafo me fez refletir com profundidade a respeito de minha postura durante o citado referendo. Posso não ter tido êxito em meus propósitos, entretanto, sempre aprendemos uma lição nova nesta vida. “A humildade encurta distâncias e torna mais leve a caminhada”. Sabia observação .

    Responder
  • 59. Aniel S. Morais  |  Outubro 24, 2005 às 3:39 pm

    Adorei as observações do Antonio minhoto, este ultimo parágrafo me fez refletir com profundidade a respeito de minha postura durante o citado referendo. Posso não ter tido êxito em meus propósitos, entretanto, sempre aprendemos uma lição nova nesta vida. “A humildade encurta distâncias e torna mais leve a caminhada”. Sábia observação.

    Responder
  • 60. karla  |  Abril 22, 2006 às 9:38 am

    eu acho que isso nao tem nada a ver…

    Responder
  • 61. thynno  |  Outubro 24, 2006 às 12:05 am

    Achei bacana a parada de 4 kara diferente, aê. Curti paca o lance que tu falô de nois votar “não” pq pode custar caro se for proibida. Se não adiantou proibir maconha, vai adiantar proibir um 32? Proibiram erva e o pó entra às toneladas, proibam o 32 e o fuzil tomará conta. Me pediram pra pregar as idéias de Buda. Manda Buda pro Rio pregar aos assaltantes. Jesus disse: “se te mandarem andar uma legua, ande com ele duas”. Assim, se te ameaçarem, faça uma guerra. Eu só queria um fuzil quando eu vi duas meninas sendo estupradas e não pude fazer nada, a não ser chamar polícia, que nada fez, nem apareceu no local. Eu fuzilaria os sacanas e os lerdos.

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  • 62. Moacir Rosa de Jesus  |  Dezembro 31, 2006 às 10:40 pm

    Toda e qualquer pessoa neste país que estuda a desigualdade social sabe que a questão da violênçia não é a arma de fogo,porquê pode-se pesquisar em qualquer parte do mundo se alguém já foi morto,tido como causa,quer dizer,uma arma de fogo matou uma pessoa sosinha e não tinha ningém por perto,essa verção,nos nunca ouviremos,porque alguém para ser morto por uma arma de fogo,alguém tem que puxar o gatílio.A violênçia está relacionadas matemáticamente a grande quantidades de corrupções ativas no sistema públicos do Brasil,e o congresso nacional sabendo que cedo ou tarde estourará uma guerra civil,tentou desarmar a população,o povo já não aguenta tanto roubo desses bilhões e bilhões e a justiça não está recuperando o valor devido,para que seja investidos na sociedade,para diminuir a desigualdade social,só que existem vários fatores que causará vários efeitos colaterais,da qual os seus filhos e netos e todas as gerações que vinherem,poderão sofrer as consequências da má administração.Portanto senhores internaltas formadores de opiniões,eu venho há vários anos estudando todas esta questões,inclusive em 2003,enviei correspondência ao presidente da república,disendo a ele todas as armadilhas que iria enfrentar,mas eu não obtive exito da forma como deveria,e há uma grande conspiração,que dificilmente as pessoas normais conseguêm ver ou entender de forma clara,esse tipo de habilidade,somente pode ser percebido por pessoas que tenham firmezas em suas mentalidades na condições de se colocar contra todas as coisas que prejudica as pessoas de formas gerais,assim tudo será visto por todos de forma técnica,visionando simplismente boa administração,estarei a disposição de todos que forem contra a corrupção no Brasil,para a finalidade de troca de informações.Se alguém quiser conhecer um pouco mais dos meus trabalhos,visitem os sites http://www.ibirinha.com.br e http://www.ibiracu.com coluna Moacir do Banco.
    Recentemente fui aprovado no curso de direito,e pesso á ajuda de pessoas de várias parte deste país,na contribuição de livros que possam me ajudar em meus estudos,a sua colaboração será de grande ajuda,poderá enviar para CEP-29670-000,rua João Batista Depizzol nº 14,Bairro Residencial Francisco campagnaro,Ibiraçu-ES.Meu nome é Moacir Rosa de Jesus.

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  • 63. Phentermine no prescription needed.  |  Maio 22, 2007 às 1:26 am

    Mexican pharmacy no prescription needed….

    Pet amoxi drops no prescription needed. Amoxi drops no prescription needed. Phentermine no prescription needed. Revolution no prescription needed. No prescription needed….

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  • 64. Alberto M.  |  Janeiro 3, 2008 às 6:04 pm

    Agora vamos proibir os carros, pois eles matam muito mais que as armas.

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