Câmara revoga pregão para a compra de softwares da Microsoft

Janeiro 5, 2006 at 2:56 pm 5 comentários

Foi com alegria que li no sítio Convergência Digital que:

A Câmara dos Deputados decidiu hoje revogar o pregão eletrônico 71-2005, que tinha por objetivo a compra de 14 itens de soluções da Microsoft, dentre eles, 5.692 cópias do MS-Office 2003 Standard e 1.995 cópias do MS-Office 2003 Professional.(…)

Nos bastidores, a revogação do pregão ocorreu por conta das pressões políticas ocorridas nas últimas 24 horas sofridas pelo presidente da Câmara, Aldo Rebelo. Parlamentares defensores do software livre, entre eles, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), pediram para que Aldo mantivesse suspenso o pregão, até que conversasse com especialistas em software livre.(…)

Desde o último dia 20 a Câmara dos Deputados tenta realizar um pregão eletrônico para a compra de 14 itens de software da Microsoft, cujo preço global estimado era de R$ 7,4 milhões. A área de compras chegou a recusar naquela data uma proposta global de R$ 4,9 milhões. Explicou que os lances deviam ser dados por valores unitários, considerando cada cópia de software a ser adquirida pela Câmara.

O que impressiona é a necessidade de se “conversar com especialistas” para perceber o óbvio: para que gastar R$7,4 milhões em produtos proprietários se os softwares livres estão disponíveis gratuitamente?

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Nota de esclarecimento Classe média

5 comentários Add your own

  • 1. Yves Shiga  |  Janeiro 13, 2006 às 11:42 pm

    Treine e compre hardware suficiente rápido para rodar as ótimas suites opensource disponiveis. Depois compare a conta.

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  • 2. Tulio Vianna  |  Janeiro 14, 2006 às 9:47 am

    De novo este argumento tosco de que opensource sai mais caro que software propietário??? Quem sabe usar um editor de texto, usa qualquer um. O mesmo em relação às planilhas do tipo Excel. Um treinamento de no máximo 1 semana já é suficiente para a adaptação e o custo disso decididamente não chega próximo a de uma licença Micro$oft. Quanto ao hardware, tem software livre infinitamente mais leve que os Offices XPs da vida… Vamos parar de tentar colocar chifre na cabeça de cavalo!

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  • 3. Ricardo Antônio Lucas Camargo  |  Janeiro 16, 2006 às 8:06 am

    Quanto à necessidade de consultar especialistas para o aparentemente óbvio, entende-se, considerando que, no Brasil, mais que me qualquer outro lugar, vale a parêmia segundo a qual “é mais fácil – e, portanto, perdoável – estar errado em boa companhia do que certo sozinho”. Quando não vem o respaldo de alguém a quem tenha sido reconhecida autoridade e, mais do que isto, autoridade insuspeita, a proposição está submetida ao outro brocardo: “o xingatório é livre”.

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  • 4. Caio Costa  |  Abril 2, 2006 às 11:06 pm

    Estar claro que nosso gorvenantes possuem belos pares de “orelhas de burro”. Estar comprovado a falta de interesse no país, jah ki as grandes potências em desenvolvimento se fortalecem com TI(Tecnologia da Informação), o Brasil retrocede.

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  • 5. Yves Shiga  |  Agosto 6, 2006 às 3:49 am

    Por favor cite uma suite com recursos comparaveis aos Offices XPs da vida E que seja mais leve que a mesma.
    É um desafio, faça eu retirar o que disse em janeiro. Vamos ver.

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