Classe média

Janeiro 14, 2006 at 12:18 pm 32 comentários

Recebi um email com o vídeo da música “Classe Média” de Max Gonzaga. Achei sensacional o trabalho deste artista independente e por isso estou divulgando aqui.

Baixem o vídeo ou a música no Emule e cantem comigo:

Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal

Sou classe média,
compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos” e
vou de carro que comprei a prestação

Só pago impostos,
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um
Pacote CVC tri-anual

Mas eu “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Mas fico indignado com o Estado
Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão

O pára-brisa ensaboado
É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol

Mas se o assalto é em “Moema”
O assassinato é no “Jardins”
E a filha do executivo
É estuprada até o fim

Aí a mídia manifesta
A sua opinião regressa
De implantar pena de morte
Ou reduzir a idade penal

E eu que sou bem informado
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal

Porque eu não “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida

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32 comentários Add your own

  • 1. Hugo Lança  |  Janeiro 15, 2006 às 9:17 pm

    Tulio, deixei uma referencia ao seu estudo em http://moderna4direito.blogspot.com/ .
    UM abraço de cá do atlântico.
    Hugo Lança

    Responder
  • 2. Ricardo Antônio Lucas Camargo  |  Janeiro 16, 2006 às 7:56 am

    Caríssimo Túlio, não cheguei a ouvir a música, mas a letra está bem posta, a meu ver. O tipo médio da classe média – se me for permitido o pleonasmo – pode resumir-se, justamente, na frase “à ralé, caridade ou polícia”. E é evidente que, se enunciarmos a frase para um cidadão respeitável da classe média, este responderá: “não, não é bem assim. Basta que se dê educação”. Mas se lhe obtemperarmos que teríamos de saber, então, qual seria o tipo de educação, responder-nos-ia que seria a que se dá a qualquer pessoa, a educação básica, porque aí teria como optar entre buscar uma vida respeitável ou uma vida não respeitável. Mas então, responder-lhe-íamos que estaria a defender precisamente o contrário daquilo em que crê, porque se é dada a mesma educação a patrícios e plebeus, estes passam a se julgar iguais àqueles, o que é inadmissível para o cidadão normal da classe média. Aí, ele diria que deveria haver uma bifurcação, em que para uns, a partir de determinado momento, se ensinaria serem talhados para governar a vida de toda a choldra, a outros, o dever de render graças porque aqueles lhes estariam concedendo o sumo privilégio de viverem. Então poderíamos retornar à carga dizendo-lhe que, no caso, estaria a defender a tese de Aristóteles, segundo a qual a humanidade se dividiria entre os que, por natureza, devem ter a vida consagrada à reflexão e à contemplação, que devem mandar, necessariamente, e as ferramentas com alma, talhadas para viabilizarem a vida contemplativa e reflexiva. Aí, então, o cidadão se dá conta, e diz que jamais defenderia a escravatura, porque, afinal de contas, defendê-la é politicamente incorreto. Por último, o tal cidadão ainda terminaria fazendo um discurso no sentido de que reflexões da natureza da proposta só podem ser fruto de artes demoníacas, porque isto só pode ser coisa de agentes do Comunismo Internacional e todos sabem que Deus abomina o vermelho e ama ardorosamente o verde e, afinal, as coisas somente são verdadeiras porque convêm a Deus e não convêm a Deus porque são verdadeiras (detalhe: não sou ateu). E não adianta tentar provar que este tipo de discussão também é feito por pessoas lúcidas mesmo na direita (sim, existem autores lúcidos na direita, como é o caso do Jorge Miranda).

    Responder
  • 3. Luiz Augusto Zamuner  |  Janeiro 16, 2006 às 9:58 am

    Não consegui baixar/abrir o video e a música… : (

    Responder
  • 4. Tulio Vianna  |  Janeiro 16, 2006 às 6:43 pm

    Luis Augusto,

    Vc tem o Emule instalado? Ao clicar no link o seu navegador deverá abrir o Emule e iniciar a transferência.

    Responder
  • 5. Luiz Augusto Zamuner  |  Janeiro 16, 2006 às 9:36 pm

    Xiii… mas o programa está compactado em RAR e não ZIP, agora complicou.

    Mas a letra é bem interessante, embora não concorde integralmente com ela…

    Responder
  • 6. Michelle  |  Janeiro 31, 2006 às 7:39 pm

    Para quem não concordou, a música não são para todos da classe média e sim como disse o Ricardo, para a média… mas, é isso aí… tudo que eu conheço do Max é bom!!!!!! Vocês precisam conhecer!

    Responder
  • 7. Michelle  |  Janeiro 31, 2006 às 7:41 pm

    Aliás, não “é” para todos…

    Responder
  • 8. Andréa La Côrte  |  Fevereiro 6, 2006 às 5:16 pm

    Sensacional Max Gonzaga. Uma pena não ter brilhado no Festival como merecia. Abraços.

    Responder
  • 9. Juliana  |  Março 3, 2006 às 1:23 am

    Recebi também o vídeo dessa música por e-mail e achei muito interessante devido ao seu conteúdo bastante crítico.
    Se formos parar pra pensar (e essa música proporciona essa reflexão) é mesmo um absurdo essa forma hipócrita de vida que grande parte da sociedade leva (até mesmo algumas – pra não dizer muitas – pessoas de classe média baixa incorporam esses valores; os de classe média alta, então, nem se fale!). Isso acontece porque os meios de comunicação cada vez mais fortalecem esse tipo de pensamento individualista e desumano, além de manipular as pessoas para que acreditem que felicidade e consumo são praticamente a mesma palavra e, com isso, fazê-las gastar até mesmo o que não têm.
    Achei incrível como o autor da música, em poucas palavras e de uma forma tão simples (e a linguagem simples foi muito bem escolhida, não diminuindo em nada a profundidade da mensagem – bem direta por sinal), conseguiu retratar as diferentes manifestações de um comportamento que – apesar de não parecer – é totalmente bárbaro e, infelizmente, tão utilizado e banalizado pela sociedade.
    Todos os versos me impactaram bastante, mas o que mais me chamou a atenção (e a gente sabe que isso acontece mesmo, apesar de às vezes não dar pra acreditar) é o fato de o “cidadão (medíocre) de classe média” ficar indignado com o Estado quando um mendigo lhe pede dinheiro, mas não porque ainda existem pessoas – mesmo com toda essa abundância – (sobre)vivendo nessas condições sub-humanas de vida, mas por causa do incômodo de ser abordado por “esse tipo de gente”… Tristemente tenho que admitir que o verso “a tragédia só me importa quando bate em minha porta” é totalmente verídico… Mas acredito também que existem pessoas que não se conformam com esse tipo de atitude e lutam contra isso – essa música é um bom exemplo disso!
    Para essa classe medíocre e imbecilizada eu só tenho a dizer como os versos do MV Bill: “Se a população se revoltar / não grite por socorro (…) / quando o sangue bater em sua porta / espero que você entenda e descubra / que ser preto e pobre é foda. / Se uma guerra amanhã estalar / sei de que lado vou estar”.

    Responder
  • 10. Giuliete  |  Março 31, 2006 às 3:24 pm

    Acho graça sabe… quando falamos “deles” a tal da “classe média”…
    Quem somos nós os que postamos nesse site? Ricos? Pobres? Ou só não estamos enxergando que a carapuça NOS serve?
    Também adorei a música. Mas não sou hipócrita. Eu não acho lindo e idílico ver mendigo na rua, nem me sinto de bem com a vida quando dou um real no farol pro cara que insiste em lavar meu pára-brisa. Também duvido que qualquer um de nós achasse o máximo não ter uma pessoa uma vez por semana pra esfregar nosso banheiro. Todo mundo acha a igualdade linda no papel, ou nas artes, mas não estaria disposto a abrir mão de confortos ensinados desde a infância como direito adquirido simplesmente por ter nascido no lugar certo.
    Quem vota em gente da “centro esquerda” ou do “centro centro”, quem tem como sonho a tão esperada casa própria, um carrinho popular, um casamento feliz, um casal de filhos e um golden retriever no quintal e que acha que paz é não ser assaltado É CLASSE MÉDIA!!! Não importa quanto ganha, nem onde mora. Vem de dentro. E, nesse caso, creio que todos nós estamos englobados. É hora de se auto-questionar e não de apontar pros outros e dizer: “credo, aquele ali é classe média, a música serve pra ele, mas pra mim não, que sou classe média, mas sou bonzinho”.

    Responder
  • 11. Max Gonzaga  |  Maio 4, 2006 às 12:26 pm

    Gostaria de agradecer a todos pelo carinho.
    Fico feliz em saber que a música proporcionou esse debate,porque na minha opinião a arte tem que estar,além do entretenimento,a serviço da reflexão.

    Bjs.
    Max Gonzaga

    Responder
  • 12. Lolita Sala  |  Maio 19, 2006 às 2:10 pm

    O pior é que os poucos da classe mérdia como eu quando nos importamos e resolvemos agir, nao sabemos o q fazer, quero dizer, não sabemos como nos mobilizar, articular, participar, boicotar, se abster, cobrar, desmascarar, denunciar, o que botar no lugar?? Nossos consensos são tão vagos… um “outro” mundo é possivel, queremos a “transformação” mas temos tão pouca noção do que seja tudo isso na prática… desculpem o desabafo mas essa minha ignorância tão profunda tá acabando comigo.

    Responder
  • 13. Grillo N  |  Maio 22, 2006 às 9:32 pm

    Simplesmente espetacular. Mas eu acho que ele tá falando da classe alta. Moema? Jardins? Tem classe média lá?
    De qualquer forma, o “homem médio” pensa exatamente como na magistral descrição do grande Max, até ontem, desconhecido meu.
    Abraços

    Responder
  • 14. Mauricio  |  Maio 23, 2006 às 3:03 pm

    Em primeiro lugar, parabéns ao Max pela composição desta maravilhosa peça da MPB. Daqui a algumas décadas, esta música ainda será ouvida, com tema moderno e melodia que não envelhece. Ao ouvi-la no Festival, fiquei impressionado com a beleza da música, e decepcionado por não ter sido a vencedora. Contudo, se alguém me pudesse dar uma indicação de como obtê-la de outra forma que não pelo e-mule, agradeço muito.

    Um abraço

    Maurício Pacheco

    Responder
  • 15. Bira Teodoro  |  Maio 24, 2006 às 5:39 pm

    Quem quiser ver o vídeo, sem baixar o arquivo, vá até o http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs

    Responder
  • 16. Josemar Alves  |  Maio 25, 2006 às 2:15 pm

    MUITTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTO BOM!

    Responder
  • 17. Fernanda Viana Pedrosa  |  Junho 6, 2006 às 12:07 pm

    Parabéns ao Max Gonzaga. Simplesmente extraordinária! A música diz exatamente como a maioria de nós, classe média, nos acomodamos com a situação. Só o que nos atinge “diretamente” nos incomoda.

    Essa discussão é totalmente necessária, ouvir a música me fez rever várias de minhas atitudes, envergonhada me reconheço em muitos dos casos citados.

    Responder
  • 18. Eduardo Silveira Penna  |  Junho 7, 2006 às 7:32 am

    Recebi por e-mail o vídeo, mas não consigo baixa-lo pelo e-mule. A música eu já tenho. Alguém pode me dizer como conseguir o vídeo? Quanto à letra, concordo plenamente e poucas vezes ouvi uma canção com a qual concordasse tanto. Mandei este e-mail irônico para a revista Veja, o qual certamente não será publicado. Sou formado em engenharia pela Unicamp e estudo direito numa faculdade particular na Barra da Tijuca, elite carioca. Fico impressionado com a ignorância da nossa classe “alta” também. Alguém aí falou em Jardins, Moema, como se a classe alta também não fosse alienada. Aqui vai meu e-mail à Veja:

    Excelente o texto sobre o “YouTube”, da edição de 7 de junho (pg 84). Esta é uma reportagem que me faz sentir um profundo orgulho de ser leitor da revista Veja. Só gostaria de que a seguinte música tivesse sido mencionada na reportagem, a qual descrevo abaixo: Ela está fazendo bastante sucesso entre os internautas.

    Classe Média – Max Gonzaga e Banda Marginal

    “Sou classe média.
    Papagaio de todo telejornal
    Eu acredito
    Na imparcialidade da revista semanal”

    Responder
  • 19. J.Donato  |  Junho 12, 2006 às 3:33 pm

    Parabéns Giuliete, você já disse tudo o que eu diria sobre o assunto. É sempre assim, nós sempre achamos que a “carapuça” não nos serve!

    Responder
  • 20. Alfredo  |  Julho 4, 2006 às 9:26 pm

    Olá Tulio,

    Desculpe a intromissão, mas é que estou impossibilitado de usar o e-mule e gostaria de saber se seria possível vc me enviar por e-mail o video e a música “Classe média” de Max Gonzaga.

    Grato,
    Alfredo Santos

    Responder
  • 21. Grillo N  |  Julho 5, 2006 às 3:18 pm

    Eduardo Silveira Penna, fui eu que falei de Jardins e Moema. A minha intenção não foi dizer que a classe alta é alienada, muito pelo contrário. Max cita os bairros e diz como as pessoas se comportam, acertou em cheio! Mas eu só discordo que esse grupo possa ser definido apenas como “classe média”, visto que a “classe alta”, que reside nestes bairros, faz o mesmo.
    Abraços

    Responder
  • 22. Solano  |  Setembro 20, 2006 às 8:20 pm

    Ae galera blz? Acessem http://WWW.MAXGONZAGA.COM.BR – falem com ele: MAX.GONZAGA@GMAIL.COM e entrem na comundiade da música classe média: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=20633992 tem a do max tbm e so procurar lah

    Responder
  • 23. Ignacio Lejarcegui  |  Dezembro 8, 2006 às 6:43 pm

    Quando surgiu o “FOME ZERO” imediatamente lembrei da musica que diz “A gente não quer so comida, a gente quer amor e arte….” como a representação ideal dos nossos sonhos. Agora que vi e houvi o Max, vejo que alguem deixou a filosovia e a poesia e foi direto na ferida, falou o que muitos queremos falar e mesmo que alguns achem que não se aplique a sí, sinto muito, se aplica a todos sim.

    Responder
  • 24. jorge alberto  |  Junho 13, 2007 às 1:59 pm

    uma leitura atual e autentica da sempre oscilante classe média. Da indefinida classe que almeja o poder mas não quer prescindir de seus privilégios. uma classe que precisa se reproduzir já que diminui a cada ano no Brasil e conforme brilhante observação do compositor não se preocupa com as mazelas sociais a menos que estas “batam a sua porta”.

    Responder
  • 25. Ricardo Antônio Lucas Camargo  |  Julho 8, 2007 às 1:40 pm

    O comentário de Giuliete parece partir do pressuposto seguinte: o de que “quem quer que esteja inserido no conceito de classe média não pode concordar com a descrição feita na letra, sob pena de chamar o outro da classe média de mau e a si mesmo de bom”. Creio, antes, com a maior parte dos comentaristas, que o texto, independentemente de “absolver a consciência culpada de alguns dentre nós” – “a consciência faz covardes de todos nós”, é a frase que Shakespeare põe na boca de Hamlet numa das passagens do seu mais famoso monólogo -, expõe um universo valorativo que efetivamente existe, quer gostemos ou não. Agora, se ele é bom ou não, e em que medida se pode aferir sua “bondade” ou “maldade”, em que medida cada um de nós aceita ou rejeita tal universo valorativo, em que medida cada um de nós age de modo a com ele romper – porque muitas vezes lançamos mão de palavras sem convertermos as idéias que elas representam em ação – é rigorosamente um debate de outra dimensão. Falando nisto, até seria interessante a abertura de debates neste blog sobre os ataques à “plebecula” mascarados em defesa contra a omissão do Estado em limpar as ruas, e que tiveram expressão em casos como o da doméstica Sirlei, confundida com uma “prostituta”, em relação à qual “tudo seria permitido”, ocorrido este ano, o caso do sem-teto assassinado a pauladas em São Paulo em 2004, o caso do índio Galdino dos Santos, incinerado em 1997 porque os rapazes queriam, ao mesmo tempo em que se divertiam, “limpar a cidade dos mendigos que a enfeiam e comprometem a segurança pública” e outros temas bastante interessantes que se ligam diretamente, sim, a este.

    Responder
  • 26. José Givaldo  |  Agosto 1, 2007 às 3:47 pm

    Sou classe média. E tenho vergonha disso. Trabalhei num banco onde todos eram obrigados a usar gravata, paletó e colete. Mas escondiam as coecas rasgadas. Os ricos de passivos altos nos bajulavam. Quando me aposentei, eles nem sabiam quem eu era. A música me fez refletir.

    Responder
  • 27. Léa  |  Agosto 16, 2007 às 10:08 pm

    Pessoal, entrem no site do Max. Comprem o CD. Vamos ouvir e divulgar a boa música brasileira. Isto não é uma propaganda. Isso é por nós. Merecemos a boa música de volta às rádios. Nossa cultura merece. Quando vamos nos cansar de tanta mediocridade, de tanta mesmice? Dia 29/08, no Avenida Bar, em São Paulo, o Max vai participar de um show do Tavito e Zé Rodrix e vai apresentar músicas de um novo CD que está pintando por aí… Vale a pena conferir.

    Responder
  • 28. Ricardo Antônio Lucas Camargo  |  Agosto 25, 2007 às 8:50 am

    Caríssimo Túlio: não te pareceria interessante um comentário acerca da última bisbilhotice da mídia na troca de e-mails entre os Ministros do STF, feita para o efeito de os constranger a sacramentar o julgamento por ela feita em relação aos envolvidos no “Mensalão”?

    Responder
  • 29. André Pires  |  Agosto 26, 2007 às 6:58 pm

    Sou músico de classe média, professor universitário e regente do Coral da Universidade Federal de Juiz de Fora. Estou neste momento fazendo um arranjo para coro a capella da música Classe Média, do Max Gonzaga. Pretendo regê-la em cada apresentação do grupo que dirijo, por acreditar que desta forma estarei cumprindo minha obrigação social, e porque a música é excelente. Quem canta em coro a capella (sem acompanhamento instrumental) e quiser a partitura do arranjo para cantá-la também com seu grupo, basta enviar um e-mail a andre.pires@ufjf.edu.br e eu o enviarei. Devemos todos fazer nossa parte, participando dessa luta desigual. Lembremos do Paulo Leminski: “en la lucha de classes todas las armas son buenas, pedras, noches, poemas”. Música também…

    Responder
  • 30. Gustavo Trindade  |  Outubro 8, 2007 às 10:35 pm

    Muito boa a música, perceber a mensagem não basta, pois o princípio da inércia continua vigorando, seria um paradoxo o ouvinte dessa bela canção continuar a vida do mesmo jeito…

    Responder
  • 31. joão bosco  |  Outubro 14, 2007 às 6:54 pm

    Temos a obrigação de tornar público uma musica tão bela e reflexiva.

    Responder
  • 32. Celi  |  Fevereiro 18, 2008 às 11:07 am

    Vocês sabem se tem rádios que estão tocando…Se sim deixem os endereços e vamos pedir a música.

    Responder

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