Direito à fofoca?

Janeiro 16, 2007 at 4:08 pm 26 comentários

Assisti ao vídeo com o flagrante da relação amorosa entre a atriz Daniela Cicarelli e o empresário Renato Malzoni Filho, em uma praia no sul da Espanha, logo que ele foi divulgado na Internet em setembro de 2006. Os primeiros 100 segundos mostram os namorados trocando beijos, abraços e carinhos na presença de outros banhistas que não demonstram dedicar-lhes qualquer atenção especial. A edição e as legendas procuram enfatizar o caráter erótico da cena em detrimento do amoroso. Após o centésimo segundo, abruptamente os banhistas desaparecem, a legenda anuncia “La pareja busca intimidad” (o casal busca intimidade) e uma cena mostra o casal caminhando pela praia. Não se sabe ao certo quanto tempo caminham (1 minuto? 1 hora?); não se sabe ao certo o quanto se afastam dos banhistas. Trocam carícias mais ousadas. Novo corte na edição: sai a música de fundo e entra o que se supõe ser o som ambiente. O casal agora está no mar, não se sabe o quão distante da areia, mas as bóias ao fundo indicam que afastaram-se bastante. Dificilmente a cena poderia ser captada pelo zoom das lentes de câmeras amadoras, mas o zoom de um equipamento profissional permite flagrar a dupla se relacionando sexualmente na água. O filme termina com o casal retornando à areia e um abrupto corte nos 15 segundos finais leva-os de volta instantaneamente para junto dos banhistas, sugerindo que estes sempre estiveram por perto.

Julguei que o vídeo não faria sucesso na Internet por não ser nada explícito. Diria mais: comportado demais, se comparado à diversidade de conteúdo pornográfico que pode ser encontrado na rede. Pueril engano. O vídeo não só fez um sucesso estrondoso como despertou um sentimento muito diverso daquele que eu, na minha ingenuidade, acreditava ser o foco da questão: as pessoas não assistiram ao vídeo para se excitarem com a ousadia amorosa do casal, mas para julgá-los. Julgá-los por quê?

Em rigor, Daniela e Renato não praticaram qualquer crime. Ainda que, tanto a legislação brasileira quanto a espanhola punam atos ofensivos ao pudor público, para que se possa caracterizar o crime é imprescindível que quem presencie a cena tenha seu pudor ofendido. Como nenhum banhista daquela praia reclamou ou mesmo notou as peripécias do casal naquele dia, certo é que crime não houve.

Sigmund Freud em seu livro “Totem e Tabu” ensina que o fundamento da punição social pela violação de um tabu reside no risco da imitação. “Se a violação não fosse vingada pelos outros membros, eles se dariam conta de desejar agir da mesma maneira que o transgressor.” A repercussão do vídeo na Internet não se deu pelo pudor violado de quem assistiu as cenas inadvertidamente na Internet, mas pela identificação dos internautas com os protagonistas: é preciso punir o casal com a execração pública para garantir o regozijo de todos que cotidianamente reprimem seus instintos sexuais nas praias e retornam às suas casas e hotéis para extravasá-los.

Daniela e Renato estão sendo massacrados pela mídia difusa, com a complacência da mídia institucional, por terem desafiado um tabu. Um verdadeiro linchamento moral em rede internacional de computadores.

O argumento pueril de que a mídia tem liberdade e até dever de informar esconde o verdadeiro direito que se pretende tutelar em casos como este: o direito à fofoca. A liberdade de imprensa tem por fundamento o interesse público na informação. Vídeos como este não cumprem qualquer função pública de informar, pelo simples fato de que não há qualquer interesse público em se saber onde, como ou com quem Daniela Cicarelli mantém relações sexuais. Ao optar por satisfazer a curiosidade quanto à vida pessoal de celebridades, a mídia abandona sua função basilar no Estado Democrático de Direito de instrumento de informação de questões de interesse público e se converte em uma velha fofoqueira com recursos tecnológicos de última geração.

A sutil diferença entre informar e fofocar só pode ser plenamente compreendida quando se delimita com exatidão o direito à privacidade. Em princípio é preciso desmistificar de uma vez por todas a relação entre privacidade e lugares públicos ou privados. Um ato de corrupção praticado por um funcionário público em sua residência é de natureza eminentemente pública. Não se poderia jamais impedir sua divulgação na mídia ao simples argumento de que o local era privado. Em contrapartida uma relação sexual praticada em uma praia pública é um ato eminentemente privado, se evidentemente, como parece ter sido o caso de Daniela e Renato, foram tomadas as devidas cautelas para evitar os olhares dos banhistas.

O direito à privacidade, por outro lado, não é um privilégio garantido apenas a cidadãos anônimos. As celebridades quando não estão desempenhando atividades de interesse público, também têm direito ao resguardo de sua privacidade. A Corte Européia de Direitos Humanos decidiu corretamente no caso Von Hannover v. Alemanha que a Princesa Caroline de Mônaco, não obstante ser uma pessoa pública deveria, ter sua privacidade resguardada pela República Alemã no que diz respeito à publicação pelas revistas daquele país de matérias e fotografias relativas exclusivamente à sua vida privada.

Então como identificar os limites entre público e o privado? Em minha tese de doutoramento em Direito na UFPR destaco três características que em conjunto abarcam o que concebemos como direito à privacidade: direito de não ser monitorado, direito de não ser registrado e direito de não ter registros pessoais publicados.

A monitoração pode ser realizada pelos sentidos humanos com ou sem equipamentos tecnológicos. Se na sacada do meu apartamento vejo a olho nu uma bela moça trocando de roupa na janela, por óbvio não lhe violo a privacidade. Se, porém, valendo-me de uma câmera fotográfica com um poderoso zoom, fotografo a cena, certamente há uma violação de sua privacidade que só será maior se publicar a fotografia na Internet ou em outro meio de comunicação.

Observar Daniela e Renato relacionar-se sexualmente na praia não é a mesma coisa que filmá-los e, por óbvio, filmá-los também não é o mesmo que publicar a gravação. São, portanto, variações de atentados às suas privacidades. Se, por óbvio, não se pode punir alguém por observar um casal se relacionando sexualmente em uma praia, o mesmo não se pode afirmar de quem filma a cena e, muito mais grave, de quem a divulga a terceiros.

São estes graus de privacidade que precisam ser adequadamente compreendidos para se evitar excessos. O direito à privacidade em cada um destes casos será determinado pela expectativa de privacidade que alguém pode ter em cada situação.

Um casal que mantém relações sexuais na praia não pode alegar expectativa de privacidade em relação ao direito de não ser monitorado. Isso não implica, porém, que tenham expectativa de que possam ser filmados e, muito menos, de que esta filmagem possa ser divulgada a terceiros. Há, certamente, por parte do casal, uma expectativa de que suas imagens em situações privadas não sejam publicadas, pois isto lhes causaria um evidente dano moral.

Quando um direito é violado, em regra, duas soluções jurídicas são possíveis: a reparatória e a punitiva. No presente caso, se a publicação do vídeo gerou um dano à privacidade de alguém é natural que se busque evitar o incremento deste dano retirando o acesso público ao vídeo.

Ocorre, porém, que a Internet, por sua própria arquitetura, torna tecnicamente impossível qualquer tentativa de filtragem de conteúdo privado disponibilizado na rede. Ainda que se possa com sucesso retirar todos os vídeos do casal Daniela e Renato do YouTube, por certo não se poderá excluí-lo de toda a Internet, em especial de redes de compartilhamento de arquivo.

No presente caso, a desastrada decisão judicial que ordenou que o YouTube fosse retirado do ar foi inócua no seu objetivo de evitar o acesso ao vídeo, pois para que isso fosse possível não bastaria restringir o acesso ao YouTube, mas à própria Internet em sua totalidade, o que seria inconcebível. A decisão, porém, é bastante indicativa do analfabetismo tecnológico dos profissionais do Direito brasileiro, que insistem em tratar a Internet com meios coercitivos convencionais. A arquitetura da Internet foi concebida para continuar funcionando mesmo em uma guerra de grandes proporções; não resistiria ela a uma ordem judicial?

É preciso que os profissionais do Direito entendam que se pode fechar sites, mas não se pode impedir que a informação circule na Internet por outros meios, em especial pelas redes P2P. O uso de instrumentos jurídicos com este objetivo, longe de resolver o problema, só tende a aumentá-lo. Há uma inerente publicidade em torno deste tipo de decisão, em regra muito mal recebida pelos internautas, que vêem nelas resquícios de uma censura que, no presente caso, não existiria se fosse limitada à retirada exclusivamente dos vídeos da rede. Aliás, seria uma contradição em termos se pensar numa censura de informação de cunho eminentemente privado.

Daniela e Renato tinham todo o direito à privacidade naquele canto deserto da praia espanhola onde mantiveram relações sexuais. Infelizmente, porém, o Direito não possui meios eficazes para lhes garantir uma solução reparatória. Tudo que resta ao judiciário é impor uma solução punitiva a quem lhes violou a privacidade para evitar que no futuro casos como este se repitam. Assim, o judiciário deveria impor ao paparazzo que os fotografou uma severa indenização por danos morais decorrentes da invasão da privacidade do casal e do uso indevido de suas imagens. Qualquer tentativa de retirar os vídeos da Internet por meio de procedimentos jurídicos, no entanto, soa como vã e fadada ao fracasso, pela própria arquitetura da rede.

A reação furiosa do público diante do episódio, por fim, demonstra muito mais suas próprias frustrações por desejos reprimidos que uma verdadeira indignação pela censura judicial. Gostaria de presenciar tamanha indignação diante da cotidiana censura econômica patrocinada pelas grandes emissoras de televisão, revistas e jornais nacionais quanto ao conteúdo ideológico das notícias que publicam. Mas infelizmente o grande público parece não se interessar tanto pelo direito à liberdade de informação quanto pelo direito à liberdade de fofoca que clamorosamente defendem.

Também publicado no Observatório da Imprensa e, em versão reduzida, no jornal O Tempo.

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Vigilância eletrônica O Celular do Marceneiro

26 comentários Add your own

  • 1. LAug  |  Janeiro 17, 2007 às 4:50 pm

    Bem, algo que percebo é que a internet foi, tem sido e será um dos grandes modificadores do mundo.

    Desafia a Justiça, as leis antipirataria, a segregação intelectual, os dogmas conservadores e tudo mais.

    Não assisti ao tal malfadado video da Cicarelli. Mas o que ela e todas as celebridades (Stephanie de Mônaco etc.) precisarão entender é que ao se tornarem pessoas públicas não têm mais direito á intimidade. Não digo no plano jurídico, mas no prático mesmo.

    Antes que me critiquem, isso é uma mera constatação, não indica que concorde com isso.

    Para mim, a melhor parte do artigo (muito bom, por sinal) é a que mata a cobra a pau: não adiante usar de hipocrisia e querer invocar liberdade de informação, o que as pessoas buscam no video da Cicarelli é o Direito à Fofoca.

    Responder
  • 2. Karol Pacheco  |  Janeiro 17, 2007 às 6:49 pm

    Antes de tudo deve-se respeitar a liberdade de cada um, acredito que se Daniella Cicarelli e Renato Malzoni não fossem pessoas notoriamente reconhecidas e expostas a esta “indústria” de fofocas o vídeo teria, sim, passado despercebido. Foi injusto e muito malicioso o que fizeram com eles, pessoas ganharam dinheiro com tal publicação, e fizeram milhares de outras coisas aproveitando deste fato, simples e normal.
    Entretanto a tal decisão do juiz, a pedido de Cicarelli em mesclar censura e liberdade, antes inconfundíveis, foi infeliz. Não se pode censurar um veículo de comunicação tão aberto, uma vez que todos devem ter acesso a informação. Acho que com esse “deslize” do judiciário notamos o quão ultrapassado está parte dele e, por incrível que pareça, este escândalos lamentável nos serviu para olharmos para todo o sistema.
    😐

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  • 3. Iudja Lamounier Timochenco  |  Janeiro 18, 2007 às 9:04 am

    😆 Gostei muito deste artigo, alias todos os seus textos são muito bem escritos e fundamentados. Perfeita a abordagem jurídica e sobre a rede.

    Gostaria de complementar sobre um lado que não foi abordado, mas gera a situação em que nos encontramos.
    Concordo plenamente que as pessoas públicas têm direito a sua privacidade e intimidade, porém o mais importante e que direciona como estas são garantidas, é a forma como as próprias pessoas levam a vida. Distante de querer julgá-las, é apenas uma constatação, de que algumas destas pessoas realmente gostam das “fofocas”, reclamam, mas usam de todos os meios para voltar o assunto à tona e manter-se em evidencia a qualquer custo. Esta curiosidade na privacidade das ditas celebridades é quase sempre instigada pelas mesmas.

    Atualmente há tanta futilidade e desmerecimento dos valores que gera um ciclo vicioso: as celebridade e meios de informação enfatizam o consumismo, sexo, aparência, violência gratuita, BBB… e a população buscando e dando audiência ao mesmos. Indiscutível a falta de qualquer conteúdo na maioria do que é vinculado e exposto.
    Aqueles que realmente tem talento e compromisso, deixam-se em evidencia no seu trabalho e resguardam sua intimidade.

    Comungo com você ao desejar ardorosamente, ver indignação e não comodismo diante de outros assuntos. Meu grande sonho (utópico) é ver a população recobrar seus valores, não ver crime ou repressão em situações como esta, somente desinteresse.

    Responder
  • 4. LucianA  |  Janeiro 18, 2007 às 11:03 am

    Túlio, foi o melhor artigo que li sobre o caso. Na época em que o vídeo estourou fiquei irritada com o linchamento moral contra a D.C. E dá-lhe machismo, hipocrisia etc e tal. Enfim, ela mexeu com um tabu.

    A abordagem sobre atentado ao pudor é esclarecedora. Além do mais, o vídeo não mostra explicitamente uma relação sexual, a água do mar não era cristalina. Portanto, quem há de provar que houve mesmo ato sexual? Ainda bem que escolheram o mar, e não a areia.

    Entre alguns colegas da faculdade MC, sobre o que tínhamos achado do episódio, eu disse apenas que tinha sentido inveja. Ooops!Causei “surpresa” na hora.
    Inclusive, recomendei este artigo para vários deles, por considerar o conteúdo rico para nós.
    []’s a todos!

    Responder
  • 5. Milton  |  Janeiro 18, 2007 às 7:38 pm

    Olá Professor,

    excelene artigo. Comungo com todos os seus pontos de vista, entretanto surgiu-me uma dúvida: no começo do artigo você fala que ela não pratica crime algum pois “para que se possa caracterizar o crime é imprescindível que quem presencie a cena tenha seu pudor ofendido”, ou seja, seria ter o bem jurídico (privacidade, neste caso) violado. Porém apesar de, em teoria, não terem atentado contra o pudor de ninguém naquela praia, não estria caracterizada ao menos a tentativa?

    Parabéns pelo artigo.

    Responder
  • 6. Milton  |  Janeiro 18, 2007 às 7:52 pm

    Complementando o comentário anterior. Talvez não tenham praticado o crime de “atentado vioento ao pudor”, mas nao seria o caso do crime do art. 233,CP (ato obsceno)?

    Responder
  • 7. Andressa dos Santos  |  Janeiro 20, 2007 às 10:16 pm

    Irretocável artigo!!!!

    Sensato, sem hipocrisia, abordagem jurídicamente esclarecedora sobre um fato que deveria ter passado despercebido.:grin:

    Abraços

    Responder
  • 8. Roberta  |  Janeiro 25, 2007 às 4:16 pm

    Artigo perfeito!!!
    Estou lendo tbm seu livro sobre acesso não autorizados a sistema computacionais, estive em uma palestra da Dra. patrícia Peck Pinheiro (autora do livro Direito Digital) e a partir daí surgiu um questionamento.
    Não tenho conhecimento de que em nossa grade curricular exista qualquer disciplina específica a este tema tão cotidiano que são os acessos computacionais, atualmente tbm entitulado como um novo ramo, o “direito digital”.
    Daí a grande dificulade talvez para que futuramente tomemos posturas legisladoras mais adequadas a estas situações.
    Acho que algumas mudanças no nosso curriculum deveriam ser feitas! Na grade de algumas faculdades, em especial em SP, além de aulas de português e oratória, as disciplinas de Direito Digital já estão presentes.
    Temos visto ai a grande dificuldade de aprovação na prova da OAB.
    Talvez esse seja um ponto que nós, alunos, devessemos discutir melhor…

    Responder
  • 9. Hugo  |  Janeiro 27, 2007 às 8:11 pm

    De fato. Este é o artigo mais lúcido sobre o caso. Todavia, como diria o Dr. Lédio: “Quem vive na futilidade deve estar submetida a ela”. É o caso de Cicarelli.

    Responder
  • 10. Rafael  |  Fevereiro 6, 2007 às 8:31 am

    EU continuo mantendo minha opinião.
    Se ela quiser transar até com um elefante, que transe, mas tenha em vista que isso foi feito em um local público ( no meio do mas, mesmo que tenha sido numa praia deserta, ainda é local público) ela esta sujeita a esse tipo de acontecimento, de ser filmada e exposta. Então não venha depois querer censurar uma nação inteira por causa de suas peripércias sexuais. Muito menos mentir e dizer que não era autora da ação.

    Responder
  • 11. Nina  |  Fevereiro 6, 2007 às 11:01 pm

    interessante!!! cheguei aqui por causa dos gatos, vê se pode!
    tb sou gateira e advogada, em porto alegre, RS.
    já te incluí nos favoritos, assim como tua esposa.
    um abraço! 😎

    Responder
  • 12. felipe  |  Fevereiro 11, 2007 às 11:47 am

    Só me intriga uma coisa: será mesmo que a grande marketeira daniela cicarelli – que já faturou com casamentos, gestações, abortos, divórcios – será que essa cicarelli foi mesmo pega de surpresa? pra mim isso é uma jogada de marketing. Tudo forjado para arrumar uma divulgação da marca “daniela cicarelli”…

    Responder
  • 13. Fábio  |  Março 7, 2007 às 12:05 pm

    Tulio concordo em tudo com o seu artigo, cabe apenas discutir a questão do ato obsceno, o qual varias pessoas alegaram que o casal praticou tal “crime”, cito como exemplo o sapo que entra em uma praia de nudismo, depois alega que teve sua honra ou moral ofendida pelo fato de lá pessoas estarem nuas.

    Da mesma forma penso que aquele que nada uma distância razoável e vê um casal naquela situação, e se aproxima ainda mais para ter certeza sobre o fato que ali acontece, uma vez que todos concordamos que eles não estariam alimentado um cardume de peixes daquela forma, não tem direito algum de sentir ofendido.

    Ai vem a duvida uma pessoa usa um equipamento capaz de “trazer a lua para frente do seu rosto” filma o casal a quase 500 metros e diz que sentiu ofendido pelo ato, Ainda afirmo que ele estivesse mesmo chocado não continuaria filmando durante todo aquele tempo. Então me façam o favor deixem o povo picotar sossegado gente. 😆

    Responder
  • 14. jose rabi  |  Março 13, 2007 às 6:37 am

    ola eu o rabi vivendo so para descubrir e obter resultados sobre este site quero saber de mais informaçoes sobre este site e saber das coisas mais importante. gostaria de ter mais informação

    Responder
  • 15. André Luiz  |  Março 25, 2007 às 4:08 am

    Lamentavelmente discordo da posição do autor, pois se a pessoa esta em local publico não deve fazer “coisas” de sua vida privada, ou seja, contatos intimos com um parceiro.

    É um absurdo ouvir que o casal poderia ter o direito de fazer o que quiser se estivesse longe dos olhos dos que em sua voltam se encontram. A pessoa que não deseja ter sua intimidade desmascarada, que faça o que quiser, desde que em sua residencia, no hotel, motel, ou melhor, entre 4 paredes. E não tem nada de frustração e repressão nisso, porem a intimidade não é publica, como nao deveria ser disposta ao publico. A pessoa, ao se tornar publica, sabe que deve se preservar duas vezes mais que a pessoa comum, que não esta na midia e que não trabalha com sua imagem.

    Responder
  • 16. Paulo Sempre  |  Abril 25, 2007 às 11:52 am

    Interessante.

    Responder
  • 17. andrea  |  Maio 20, 2007 às 12:41 pm

    deia ai vai o q a professora daniela falou em sala de aula

    Responder
  • 18. Edgar  |  Junho 21, 2007 às 7:40 pm

    Os profissionais do direito têm que pensar que por diversas e diversas vezes vão operar sobre matéria completamente distante de sua área do conhecimento. Devem não só obter ajuda, como obter acessoria de qualidade. Realmente dá vontade de rir. A imagem passada para o exterior é de um país medieval.

    Há pouco tempo atrás vi um bonzão aí do poder judiciário (não sei se era desembargador, promotor, juiz, etc) falando sobre crimes cometidos na internet. Ele falou em tom ameaçador que quem faz isso praticamente declara sua culpa, pois revela o seu endereço IP. Coitado. PELO AMOR DE DEUS. TEM MUITA GENTE QUE ENTENDE DO ASSUNTO. CONSULTEM. Eu que nem sou uma delas faço qualquer coisa no Orkut, mando email, ou mil outras coisas sem ser identificado.
    Youtube fechado no Brasil? Em 2 mins qualquer imbecil acessa o site.

    A decisão desse juiz que fechou o Youtube só revela que ele não tem a mínima idéia do assunto sobre o qual está decidindo. É uma criança com uma arma na mão. Todos o que tentam ou tentaram controlar a Internet falharam.

    O próximo da fila é o Sr. Sen. Eduardo Azeredo Valério.:mrgreen:

    Responder
  • 19. Edgar  |  Junho 21, 2007 às 9:04 pm

    “Vídeos como este não cumprem qualquer função pública de informar, pelo simples fato de que não há qualquer interesse público em se saber onde, como ou com quem Daniela Cicarelli mantém relações sexuais.”
    Como não há interesse? Mesmo que Cicarelli não fosse famosa, interesse é o que não faltaria para esse tipo de coisa.

    Mesmo que a legislação afirme, não concordo que uma pessoa em público tenha direito à privacidade. Não condiz com a realidade. Qualquer pessoa hoje é constantemente registrada por câmeras onde que que vá. Qualquer fotógrafo ou cinegrafista amador registra frequentemente outras pessoas. Como saber o que ofende quem, o que pode ou não ser divulgado? Se alguém não quer sofrer coerção social deve limitar suas ações passíveis de tal à sua residência.

    Responder
  • 20. nq  |  Junho 22, 2007 às 4:01 pm

    o direito de imagem é uma das garantia constitucional das pessoas se for direcionado para um lado possitivo qualquer imagem que vincule se apresenta deve ser mostrada acredito que a propria midia a quem gerou hoje devora seus filhote atraz de audiencia não importando a vulgaridade da forma que é exposta deveria de definir o profissicional do ser humano com direito e fundamentais respeitado conforme a carta magna do pais diz,mas quando eles estão se banalizando tudo o que vimos jovem sem consiencia nenhuma estão imitando para tambem ter minuto de fama devemos esquecer a deixar que se curte da melhor forma possivel isso é comum em qualquer rodovia do mundo.

    Responder
  • 21. Cláudia  |  Junho 30, 2007 às 10:45 pm

    Professor Tulio e leitores,
    peço desculpas por postar minhas observações nesta mensagem (cujo conteúdo nada tem a ver com neus comentários), mas não achei outra maneira mais adequada.
    Fazendo uma pequisa achei no seu Blog um artigo de 18 de Novembro de 2003 cujo título é “E se Liana se chamasse Maria e Felipe se chamasse João?”.
    Acredito que sua pergunta esteja respondida com a repercussão da nova tragédia nacional, onde um grupo de rapazes de classe média alta, educados, e favorecidos com oportunidades e bem materiais de toda sorte, quase foram bem sucedidos na tentativa de cometer um latrocínio contra uma simples empregada doméstica. Mais de 4 anos depois da morte de Liana e Felipe é triste constatar que não faz a menor diferença se o criminoso é rico ou pobre, se a vitima é rica ou pobre, a nossa sociedade está totalmente perdida!
    Abraços.

    Responder
  • 22. Vagner  |  Agosto 3, 2007 às 8:21 am

    Parabens professor òtimo artigo, foi taõ bem elaborado, como sua palestra na facsal, na semana juridica!

    Responder
  • 23. Maria José Limeira  |  Agosto 8, 2007 às 12:49 am

    Olá, Dr. Túlio. Belíssimo artigo, e abaixo o Orkut. Saludos. Maria José Limeira.

    Responder
  • 24. Sandra  |  Outubro 23, 2007 às 12:05 pm

    Olá.
    Ao ler seu artigo e também todos os comentários a respeito me conforta a idéia de que ainda há vida inteligente neste planeta.
    De fato, e evidentemente, houve maldosa exploração do assunto, mas temos que pensar que em época onde o supérfluo e o volátil são mais valorizados do que qualquer interesse um pouquinho mais consistente, o que vale é nos aproximarmos mais e mais de pessoas com interesses outros que não só os bumbuns e silicones alheios.
    Parabéns por seu artigo prof. Túlio.
    Em tempo, seu livro – “Transparência pública…” é passível para leigos?
    Obrigada.

    Responder
  • 25. ANA  |  Outubro 23, 2007 às 1:48 pm

    Adorei o artigo foi bem exclarecedor,e honestamente quem nunca cometeu algo parecido…é muito facil julgar quando nos não somos o réu…foi uma pena filmarem e divulgarem algo assim…tem tanta noticia seria precisando de espaço e atenção na midia…beijo grande e parabéns!!!!:wink:
    PAZ
    Ana

    Responder
  • 26. luzimara  |  Dezembro 22, 2007 às 7:14 pm

    :???:eu acho que niguem tem aver com a vida dos outros e sim com a sua olhe sua vida e deixe a dus outros em pais

    Responder

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